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September 05 ARTIGO-NOTA : Pesquisa analisa relação entre colocação de coroas e problemas periodontais
Resultados mostram que as coroas podem ser associadas a mais sinais de inflamação, provocando sangramentos, vermelhidão e mau hálito, apesar de não estarem diretamente associadas à destruição periodontal. Inúmeros estudos mostram uma relação entre a colocação de coroas fixas e as condições periodontais dos pacientes, apontando para uma maior incidência de inflamação das gengivas e destruição periodontal. No entanto, nem sempre a utilização de coroas representa problemas aos pacientes. Isso é o que mostram Cassiano Rösing e equipe da Universidade Lutherana do Brasil em um trabalho que teve como objetivo avaliar retrospectivamente as condições periodontais de pacientes com coroas fixas colocadas de 3 a 5 anos antes da realização da pesquisa. De acordo com artigo publicado no número quatro de 2007 da revista Brazilian Oral Research, “40 pessoas foram analisadas no estudo. Exames clínicos de toda a boca foram realizados avaliando-se Índice de Placa Visível (IPV), Índice de Sangramento Gengival (ISG), Profundidade de Sondagem (PS) e Nível Clínico de Inserção (NCI) em 6 sítios por dente. Radiografias paralelas foram obtidas e analisadas cegamente por paquímetro digital (distância do ápice à crista óssea). Testes BANA também foram realizados. Um dente hígido contralateral foi considerado como controle”. Os resultados mostram que as coroas apresentaram um valor médio de Índice de Placa Visível de 30,42%, comparado com 49,17% para dentes hígidos. O Índice de Sangramento Gengival foi de 33,33% e de 26,25% para dentes com coroas e hígidos, respectivamente. A Porfundidade de Sondagem revelou valores de 2,30 e 2,14 mm e a análise do Nível Clínico de Inserção demonstrou médias de 2,02 e 1,89 mm para coroas e dentes hígidos, respectivamente. Os valores médios para as distâncias radiográficas foram de 12,73 e 13,67 mm, e para o teste BANA, de 67,50 e 50,00 para dentes hígidos e com coroas. Segundo a equipe, foram observadas diferenças significativas para todos os parâmetros, exceto para NCI e para o teste BANA. Dessa forma, os pesquisadores concluem que as coroas podem ser associadas a mais sinais de inflamação, entretanto não com destruição periodontal. “Apesar de os resultados não demonstrarem relação entre a colocação de coroas e a destruição periodontal, o fato de elas estarem associadas a mais sinais de inflamação deve ser levado em consideração, uma vez que as gengivites estão diretamente ligadas a uma pior qualidade da saúde bucal, em decorrência do sangramento, vermelhidão e do mau hálito, que hoje em dia é socialmente inaceitável”, destacam no artigo.
Agência Notisa July 10 ORIENTANDO O PACIENTE - PERICORONARITE
Orientando Paciente_Nov-Dez.indd 481 10.12.08 16:51:22- REVISTA DA APCD June 19 ARTIGO: RANGER OS DENTESRanger os dentes à noite é comum, mas razões não estão clarasPublicado em: 17/06/2009Por que algumas pessoas rangem os dentes à noite?Ranger os dentes à noite é apenas um tipo de bruxismo, um distúrbio que também inclui ranger diurno ou aperto do maxilar; este é geralmente chamado de bruxismo noturno. Muitas explicações são dadas ao motivo pelo qual o bruxismo noturno ocorre e quem tem esse risco. Nenhuma dessas explicações tem provas conclusivas.Um artigo, publicado em 2000 no jornal "Sleep Medicine Reviews", observa que a maioria das pessoas sofrerá a condição de ranger ou apertar os dentes em algum momento da vida. O bruxismo noturno se torna um problema sério quando causa dor, prejudica os dentes ou perturba o sono, mas muitos bruxistas dormem bem, alguns nem se dão conta do ranger dos dentes. A condição parece ocorrer de forma igualitária em ambos os sexos, mas é mais comum em pessoas mais jovens.Alguns dos muitos fatores estudados pela associação com o bruxismo incluem dentes que não se encontram adequadamente, fatores psicossociais e ambientais, além de problemas com neurotransmissores no cérebro ou mau funcionamento dos centros cerebrais chamados de gânglios basais. Alguns estudos descobriram que a apnéia do sono, estresse e consumo excessivo de tabaco, álcool, drogas e cafeína podem estar associados a riscos mais altos de bruxismo. No entanto, não se demonstra se essas são as verdadeiras causas.Muitos tipos de tratamento para o bruxismo já foram tentados, com índices de sucesso bastante variados, incluindo dispositivos dentários que mantêm os dentes separados; vários tipos de psicoterapia e terapia comportamental; drogas; e até suplementos nutricionais, com base na teoria que uma deficiência vitamínica ou mineral pode ser a responsável pelo problema. Exercícios de relaxamento e compressas mornas antes de dormir são medidas não-invasivas sugeridas por algumas autoridades de saúde.Fonte: G1ORIENTANDO O PACIENTE: UMA ESCOVA PARA CADA USOUma escova para cada uso Nem só das importantes medidas preventivas (alimentação sadia e flúor na água/tópico), vive o cuidado adequado com os dentes e cavidade bucal.... Tem aquele diário, cada vez que você se alimenta. Vamos lá? Em primeiro lugar temos as escovas de dentes, que longe de qualquer outra sofisticação, devem ter cerdas MACIAS (para adentrarem no espaço entre o dente e a gengiva – chamado de sulco gengival) e perfil PLANO (todas as cerdas com a mesma altura), para propiciar uma limpeza mais efetiva na face interna dos dentes anteriores . As marcas brasileiras tradicionais têm produtos com estes requisitos, mas devemos sempre verificar a cabeça das escovas antes de comprá-las, pois os fabricantes muitas vezes mudam aspectos sem qualquer aviso.
Nenhuma limpeza dos dentes é completa se não retirarmos os restos de alimentos entre os dentes (onde nenhuma escova ou bochecho vai limpar). O único meio realmente efetivo é o fio dental que deve sempre ser passado em frente ao espelho, para que possamos VER o local onde está sendo usado. Apesar de ser mais difícil passar nos dentes posteriores (“do fundo”) estes são os dentes que precisam de nossa intervenção mais efetiva e DIÁRIA. Todo os dias devemos usá-lo com muita atenção. Se ao passar ele causa sangramentos,procure seu dentista para orientar como solucionar este problema.
Se você quebrou o braço, está com artrite ou perdeu habilidade motora (3a idade), a limpeza entre os dentes deve ser feita com os suportes de fio dental, normalmente encontráveis nas drogarias maiores ou nas dentais (que vendem materiais aos dentistas). Eles são muito importantes para acessar os dentes de fundo e para treinar as crianças no uso do fio dental, que vai lhes ser útil por toda a vida.
Para aqueles pacientes que usam próteses fixas (diversas coroas soldadas entre si) nem o fio dental ou o suporte para fio vão conseguir remover os restos de alimentos que vão parar por baixo destes dentes. A solução é usarmos as escovas interdentais, ou se elas não couberem os passadores de fio dental, uma alça que passamos o fio por dentro e entramos por baixo de onde ocorre o ponto de solda dos dentes. Esta comida acumulada é a grande causadora de cáries sob estas próteses fixas. Mas, se o espaço entre os dentes ficou mais largo (por tratamento periodontal ou pelo passar dos anos) o fio dental, nestes dentes, deve ser substituído pelas ESCOVAS INTERDENTAIS, cujas pontas são trocadas a cada 5-8 dias. São encontradas em Farmácias, supermercados e drogarias. O seu cabo deve ser comprido e angulado, para facilitar o acesso nos dentes posteriores.
Não só os dentes guardam restos de comidas depois das refeições: também na língua (onde ficam as papilas gustativas) sobram muitos restos de alimentos, células mortas e bactérias, que formam a saburra, que aumentam o mau-hálito e dificultam o controle da diabetes e da hipertensão. As escovas de dente limpam só parte da língua, mas não chegam até o fundo onde devemos usar, uma vez por dia apenas,os limpadores de língua, geralmente plásticos,e que já são encontrados nas farmácias e drogarias.
Se usamos próteses removíveis (“pontes móveis”) ou próteses totais (“dentaduras”) não pense que aí não se acumulam restos de alimentos. Eles param e em grande quantidade! Após cada refeição, devemos retirar as próteses e limpá-las por dentro e por fora( dentro de uma pia cheia de água) – para não dar mau hálito e formar “tártaros” bem como o rebordo (“gengiva”) onde se apóiam, onde ficam muito restos que ajudam a aumentar a perda óssea sob estas próteses. Para isto devemos usar as escovas para próteses à venda no comércio. Se restaram dentes naturais ou coroas, eles devem ser limpos com escova de dentes e fio dental.
Quando a pessoa perdeu habilidade com as mãos por idade ou por acidente, o uso de escovas especiais com cabo mais largo (para facilitar a “pega”) ou as escovas elétricas (para ela fazer o movimento correta da escova nos dentes) pode ser uma ótima opção para suplantar estes desafios da vida !
Muitas pessoas usam vinagre, sabão, detergentes para limpar as próteses que possui. Isto deve ser evitado e no comércio temos as pastilhas efervescentes que devem ser usadas uma vez por semana com a finalidade de limpar as próteses. No dia-a-dia use só escova de dentes e SEM pasta, para não alterar a textura da resina das próteses.
Se depois disto tudo você ainda quer ter certeza se sua boca ficou REALMENTE limpa, use as pastilhas evidenciadoras de placa bacteriana que vão dizer em que ponto do dente você não limpou corretamente.
Viu? Limpar BEM os dentes é uma arte que exige conhecimentos e os materiais necessários. Cuidando bem deles você vai fazer com que seus dentes naturais durem toda uma vida, ajudando no seu sorriso e fazendo com que consiga ser mais simpático e bonito ! O quê você está esperando? Converse com seu dentista para ele lhe indicar quais os tipos mais indicados para os seus dentes!
Dr. Fernando Luiz Brunetti Montenegro ARTIGO: VIAGRA X APNÉIA DO SONOViagra relacionado a apnéia do sono (Bibliomed). Um novo estudo, realizado na Universidade Federal de São Paulo, e publicado no último número da revista Archives of Internal Medicine traz uma preocupação para usuários do medicamento sildenafil (Viagra ®), utilizado no tratamento da disfunção erétil: a de que ele poderia agravar quadros de apnéia do sono. A apnéia do sono é mais comum em homens do que em mulheres e ocorre quando a respiração é suspensa, durante o sono, por 10 segundos ou mais, devido a uma obstrução ou estreitamento das vias aéreas do nariz, boca ou faringe. Os sintomas decorrentes incluem o ronco e a perda do sono. Estudos recentes mostram que a apnéia do sono contribui para o desenvolvimento da disfunção erétil. Na nova pesquisa, foram examinados os efeitos de uma dose única, de 50 mg, do sildenafil, versus uma dose de placebo, em 14 homens de meia-idade, que já eram portadores da apnéia do sono. Os resultados mostraram que a utilização do sildenafil aumentou de modo significativo, a apnéia do sono nestes pacientes. Os pesquisadores também verificaram que a respiração se apresentava mais desordenada, com mais falhas por hora, entre os homens que usaram o sildenafil antes de dormir. Os pesquisadores dizem que seus resultados são ainda preliminares, e baseados em um número pequeno de pacientes, e que mais estudos serão necessários para determinar, se o uso do sildenafil, poderia apresentar riscos para homens portadores de formas graves de apnéia do sono. Archives of Internal Medicine, Sept. 18, 2006; vol 166: pp 1763-1767. Confira também notícias atualizados nas especialidades abaixo: ARTIGO: PREVELÊNCIA DA MÁ OCLUSÃO É ALTA ENTRE CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOSPrevalência de má oclusão é alta entre crianças de 2 a 4 anos Pesquisa mostra que metade da amostra apresentava o problema. Falta de amamentação natural e hábitos bucais inadequados, como utilização de chupeta, estão diretamente relacionados à presença de más oclusões. Devido a sua alta prevalência, as más oclusões, são consideradas um problema de saúde pública. Levando em consideração que não ocorre auto correção, os desvios que se estabelecem na dentadura decídua perpetuam-se na dentadura mista, assim como na dentadura permanente. Esta observação respalda o consenso mundial de que a prevenção e a interceptação precoce se fazem necessárias, preferencialmente, nas dentaduras decídua e mista. Nesse sentido, Carla Maria Gimenez e equipe da Universidade Estadual Paulista resolveram identificar a prevalência e os tipos de má oclusão encontrados em crianças dentro da faixa etária de 2 a 4 anos; e correlacionar a presença do problema com a forma de aleitamento e com os hábitos bucais infantis. Para tanto, foram analisadas 100 crianças inseridas no Programa de Prevenção do Centro de Pesquisa e Atendimento de Pacientes Especiais e 126 crianças das creches municipais da cidade de Piracicaba, de diferentes classes sociais, de ambos os gêneros, na faixa etária de 2 a 4 anos, com a dentadura decídua completa. De acordo com artigo publicado na edição de março/abril de 2008 da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, “a forma de aleitamento interfere no padrão de movimentação dos músculos mastigatórios, no correto estabelecimento da deglutição e da respiração, além de suprir as necessidades nutricionais e neurológicas da criança, sendo a sucção considerada a primeira fase da mastigação. A falta ou ausência do aleitamento natural correlaciona-se ao hipodesenvolvimento do complexo mastigatório, à instalação de respiração mista ou bucal, deglutição atípica e, conseqüentemente, ao desenvolvimento inadequado que conduz às más oclusões. Por outro lado, hábitos bucais infantis são também fatores que interagem no estabelecimento da oclusão”. No trabalho, a equipe verificou alta prevalência de más oclusões (superior a 50% da amostra avaliada) e uma correlação positiva entre a falta de amamentação natural e hábitos bucais inadequados em relação à presença de más oclusões. Além disso, a chupeta revelou-se a variável mais significativa na contribuição para a instalação de más oclusões. Segundo os pesquisadores, “provavelmente devido à falta de orientação às mães e gestantes em relação aos benefícios da amamentação natural, a maioria das crianças foi amamentada de maneira artificial precocemente. Soma-se a isso, a grande pressão dos fatores culturais e familiares que compete fortemente com as orientações recebidas sobre saúde bucal, tornando as mães pouco sensíveis às recomendações do dentista”. Dessa forma, eles alertam para a necessidade de prevenção e de interceptação das más oclusões. “A significativa presença de más oclusões na amostra analisada evidencia a face alarmante do problema de falta de medidas preventivas (incluindo o incentivo à amamentação natural) e a necessidade de interceptação destas más oclusões. O objetivo é evitar que os pacientes encaminhados pelo clínico ou pelo odontopediatra cheguem ao ortodontista na fase da dentadura permanente, quando a maioria dos problemas oclusais já se encontram instalados”, destacam no artigo. Agência Notisa June 12 PESQUISAS …. ATM X VARIAÇÕES HORMONAISPesquisas indicam que distúrbios da ATM estão associados a variações de hormônios entre homens e mulheres Os estudos buscam, agora, identificar a diferença na incidência da dor entre os dois sexos e analisar a eficácia dos medicamentos para que, no futuro, o tratamento farmacológico seja distinto entre ambos De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), “dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos”. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de experiências anteriores. Segundo a SBED, a ocorrência de dor, especialmente, a crônica, é crescente em decorrência de novos hábitos de vida, maior longevidade do indivíduo, prolongamento de sobrevida dos doentes com afecções clínicas naturalmente fatais, modificações do ambiente em que se vive, do reconhecimento de novos quadros dolorosos e da aplicação de novos conceitos que traduzam seu significado.
Cláudia Tambelli é uma das orientadoras da pesquisa que busca Para identificar e justificar as diferenças de percepção dolorosa entre as mulheres, algumas pesquisas têm sido desenvolvidas e orientadas pela Cirurgiã-Dentista e professora Cláudia Herrera Tambelli, do Departamento de Ciências Fisiológicas, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Unicamp, com a colaboração do professor Carlos Amilcar Parada, do Instituto de Biologia (IB), também da Unicamp. Abril 2009 May 08 ORIENTANDO O PACIENTE- REFRIGERANTE SEM AÇÚCAR TAMBÉM AMEAÇA OS DENTESVocê está em: Hotnews Refrigerante sem açúcar também ameaça os dentesEle aumenta a sensibilidade e destrói o esmalte, favorecendo as fraturasEle está entre as bebidas mais consumidas em todo o mundo, mas os problemas que rodeiam os refrigerantes são enormes. Mesmo que não prejudiquem a dieta, os refrigerantes causam um grande estrago nos dentes, por causa de um efeito chamado erosão ácida: trata-se da perda constante dos minerais que formam o esmalte do dente. May 05 DORES NA COLUNA CERVICAL PODEM SE ORIGINAR NA BOCA23/02/2009 - 14h59Especialista diz que dores na coluna cervical podem se originar na bocaSão Paulo - Você não tem tempo para comer direito e vive beliscando qualquer coisa. Esse hábito cada vez mais comum, aliado a problemas bucais, pode resultar em dores na coluna cervical. Tudo começa com a consistência da comida que ingerimos atualmente. Elas são mais fáceis de mastigar e isso faz com que a musculatura da face deixe de exercer a função para a qual ela foi criada. Priscila Arone April 19 Estudo sueco mostra que crianças prematuras apresentam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodônticoMedcenter:: Notícia
Estudo sueco mostra que crianças prematuras apresentam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodôntico Segundo estudo publicado no The Angle orthodontist, enquanto mais de 80% dos nascidos antes da 29ª semana gestacional têm dois traços ou mais de maloclusão, cerca de 50% dos nascidos dentro do período estipulado apresentam tais traços. Pesquisadores da Suécia investigaram 73 crianças prematuras para verificar se elas apresentavam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodôntico do que crianças que completaram o tempo de gestação. Segundo o artigo publicado em 2008 no The Angle orthodontist, Liselotte Paulsson e colegas, da Faculdade de Odontologia, da Malmö University, dividiram os participantes em dois grupos. O primeiro deles incluiu 37 crianças nascidas entre as semanas 29 e 32 do ciclo gestacional. Já o outro, inclui 36 crianças nascidas antes da 29ª semana de gestação. Eles compararam esses dois grupos de pré-termos com 41 crianças nascidas no tempo certo. De acordo com a publicação, através de exames clínicos, modelos de estudos ortodônticos e radiografais panorâmicas, os autores determinaram traços de maloclusão. Eles usaram ainda o Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (IOTN) para estipular quais terapêuticas eram indicadas para os participantes. Assim, os pesquisadores verificaram que dois ou mais traços de maloclusão ocorreram significativamente mais entre as crianças nascidas antes da 29ª semana (83,3%) e entre as crianças nascidas entre as semanas 29 e 32 (73,0%). Vale destacar que os participantes do grupo controle apresentaram prevalência de 51,2% para a mesma característica. Durante a pesquisa, também foi identificado que mordida profunda foi o traço de maloclusão mais prevalente entre os pré-termos. Segundo o artigo, os autores identificaram ainda uma grande necessidade de tratamento ortodôntico para crianças pré-termo. No entanto, eles não perceberam diferenças na prevalência de traços de maloclusão e necessidade de tratamento entre os dois grupos de crianças prematuras. Com os resultados, os pesquisadores entendem que o “clínico deve estar ciente do potencial alto de traços de maloclusão e da alta necessidade de tratamento ortodôntico em crianças prematuras comparadas com nascidas no tempo certo”. Agência Notisa Confira também notícias atualizados nas especialidades abaixo: February 27 ORIENTANDO O PACIENTE - CIRURGIA ORTOGNÁTICA
O que é a Cirurgia Ortognática? As deformidades dento-faciais apresentam-se em dois tipos de classes principais, descritas na literatura científica, são elas:
Como é feita a cirurgia ? Programas de computador analisam as radiografias e auxiliam a observação e medida entre pontos do crânio e da face indicando suas relações, são chamadas: cefalometrias computadorizadas.
Após o reposicionamento o maxila ou a mandíbula serão fixados através de mini-placas de metal (Titânio) ou materiais bioabsorvíveis. Planejamento da Cirurgia Com qual idade pode-se fazer essa cirurgia? Existe alguma prevenção? Neste caso é bom que um Buco-maxilo ou Cirurgião de Ortognática acompanhe o caso. Na maioria dos caso as correções evitam cirurgias no futuro ou reduzem a proporção. Onde é feita a Cirurgia ? Plano de saúde cobre este tratamento?
FONTE :STETICLIN February 09 ORIENTANDO O PACIENTE- RADIOGRAFIA PANORÂMICAA importância da radiografia panorâmica na Odontologia A radiografia panorâmica é um importante exame radiográfico utilizado para o diagnóstico e planejamento terapêutico das doenças dos dentes e dos ossos da face. Atualmente, a maioria dos dentistas solicita esse exame no início e no controle dos tratamentos odontológicos. O que é radiografia panorâmica e quais são as suas vantagens? O exame ortopantomográfico, mais conhecido como radiografia panorâmica, é um exame útil e bastante prático para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças dos dentes (cáries ou doenças endodônticas) e dos ossos da face. Através desse exame, o dentista pode visualizar todos os dentes de uma só vez, inclusive os que ainda não estão erupcionados. Cáries, fraturas dentais, infecções ou outras doenças dos ossos que sustentam os dentes podem ser visualizadas e, muitas vezes, diagnosticadas. Além do diagnóstico das lesões dentais, quais as outras indicações das radiografias panorâmicas? Praticamente no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula. Através desse exame, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da articulação temporomandibular (que causam dor na região de ouvido, face, pescoço e cabeça) e sinusite. É comum solicitá-lo também como exame pré-operatório em cirurgias dos dentes e ossos. ta pode fazer o “pré-natal” dos dentes, examinando-os mesmo antes que eles erupcionem, podendo analisar sua localização, forma, angulação e a presença de dentes extranumerários (dentes que excedem o número normal) ou agenesia (falta do germe dentário) e assim prevenir ou atenuar futuros problemas estéticos e/ou relacionados à articulação. O estudo dos ossos na procura por lesões intra-ósseas, como cistos e tumores, também faz parte de uma boa odontologia preventiva.
Existe algum perigo quando se realiza a radiografia panorâmica? Atualmente, com os modernos aparelhos de raios X, a proteção dos aventais de chumbo e os filmes mais sensíveis, esse método é bastante seguro. Nas mulheres grávidas, optamos por realizá-lo depois do terceiro mês de gestação ou após o parto, dependendo da necessidade do caso e sempre observando as medidas de segurança. É um exame caro? Não. Se compararmos os benefícios que ele proporciona, veremos que o preço é acessível para a população. Além das clínicas particulares, existem órgãos públicos e faculdades de Odontologia que dispõem de aparelhagem necessária para realizá-lo.
REVISTA - APCD December 02 TUBERCULOSE - MANIFESTAÇÃO ORALAs lesões bucais da tuberculose são raras e, quando se manifestam,podem mostrar-se como ulcerações superficiais,irregulares ou profundas persistentes e a aplicação de adrenalina a 1:1000 sobre as bordas da úcera evidencia pontos amarelados denominados de gtânulos de Trelat. Ref. :ESTOMATOLOGIA,ALCYR LIMA DE CASTRO,1995. TUBERCULOSE - POR CAMILA XAVIER DE CARVALHOTuberculose
Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada com Mycobacterium tuberculosis resultando em dois milhões de mortes anualmente. São registrados mais de oito milhões de casos novos de tuberculose por ano no mundo, sendo que o Brasil é um dos principais países que registram esses casos. Os fatores chave para o controle da tuberculose são: a detecção rápida, terapia adequada e os meios de se evitar futuras transmissões (Santos; 2007). Apesar de o agente causador da tuberculose humana ser altamente infectante, sua capacidade em desenvolver doença clínica é relativamente baixa. Estima-se que apenas 10% das pessoas infectadas tornam-se doentes. Os fatores predisponentes ao desenvolvimento da doença não foram totalmente elucidados, mas, de maneira geral, eles são atribuídos a uma relação entre fatores ambientais, características do hospedeiro e da linhagem do M. tuberculosis. Fatores sociais como pobreza, desnutrição, estresse, superpopulação e exposição a micobactérias ambientais influenciam a susceptibilidade à tuberculose, características típicas de nações em desenvolvimento (Collins 1989; Nardell 1989; Baptista, Oelemann et al. 2002). Contudo, existem evidências de que uma predisposição genética multifatorial, além de fatores como idade, estado imunológico do indivíduo, doenças concomitantes e outros fatores de resistência do hospedeiro estejam associados (Hill 1998; Fernando e Britton 2006). Adicionalmente, a emergência e disseminação de linhagens de M. tuberculosis multiresistentes a drogas (MDR-TB) também se tornou uma séria ameaça para o controle da tuberculose no novo milênio. A falta de novos agentes terapêuticos para a MDR-TB associado a uma necessidade de desenvolver ferramentas de diagnóstico molecular rápidas e eficientes tem estimulado, nos últimos anos, o delineamento das bases genéticas moleculares da resistência às drogas do M. tuberculosis (Ramaswamy, Dou et al. 2004). O tratamento é de seis meses, com um esquema de três drogas (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) e o abandono é um dos fatores que contribuem para o aumento da resistência, isso se dá porque ao segundo mês de tratamento o doente tem uma melhora significativa, ao se sentir bem, como se nunca estivesse doente, abandona o esquema de tratamento. O que ele não imagina é que ainda tem uma carga bacilar pequena que pode reativar a doença com bacilos resistentes. Os sintomas da doença são: tosse crônica por mais de 21 dias, febre, suor noturno (que deixa os lençóis molhados), dor no tórax, perda de peso lenta e progressiva e perda de apetite (anorexia). Msc Camila Xavier de Carvalho
Camila Xavier de Carvalho CRBio 04 57201/04-D Mestre em Medica Tropical - IPTSP - UFG Laboratório de Bacteriologia Molecular November 30 ARTIGO :PERIODONTO E LESÕES CERVICAIS NÃO-CARIOSAS.Periodonto e lesões cervicais não-cariosas: uma abordagem multidisciplinar Periodontum and the noncarious cervical lesions: a multidisciplinary approach
DISCUSSÃO REFERÊNCIAS 2. Chan DCN, Adkins J. Technique on restoring sub-gingival cervical lesion. Oper Dent 2004;29(3):350-3 3. Dragoo MR. Resin-ionomer and hybridionomer cements: Part I. Comparison of three materials for the treatment of subgingival root lesions. Int J Periodontics Restorative Dent 1996;16(6):594-601. 4. Dragoo MR. Resin-ionomer and hybridionomer cements: part II, human clinical and histologic wound healing responses in specific periodontal lesions. Int J Periodontics Restorative Dent 1997;17(1):75-87. 5. Ericsson I, Lindhe J. Effect of longstanding jiggling on experimental marginal periodontitis in the beagle dog. J Clin Periodontol 1982;9(6):497-503. 6. Grippo JO. Abfractions: a new classification of hard tissue lesions of teeth. J Esthet Dent 1991;3(1):14-9. 7. Hallmon WW, Harrel SK, Occlusal analysis, diagnosis and management inthe practice of periodontcs. Periodontol 2000 2004;34:151-64. 8. Harrel SK, Nunn ME. The effect of occlusal discrepancies on periodontitis. II. Relationship of occlusal treatment to the progression of periodontal disease. J Periodontol 2001;72(4):495-505. 9. Lee WC, Eakle WS. Possible role of tensile stress in the etiology of cervical erosive lesions of teeth. J Prosthet Dent 1984;52(3):374-80. 10. Litonjua LA, Andreana S, Bush PJ, Tobias TS, Cohen RE. Noncarious cervical lesions and abfractions: a re-evaluation. J Am Dent Assoc 2003;134(7):845-50. 11. Loe H, Anerud A, Boysen H. The natural history of periodontal disease in man: prevalence, severity, and extent of gingival recession. J Periodontol 1992;63(6):489-95. 12. Matis BA, Cochran MA. Technique on restoring cervical lesions. Oper Dent 2002;27(5):525-7. 13. McCoy G. The etiology of gingival erosion. J Oral Implantol 1982;10(3):361-2. 14. Miller N, Penaud J, Ambrosini P, Bisson-Boutelliez C, Briancon S. Analysis of etiologic factors and periodontal conditions involved with 309 abfractions. J Clin Periodontol 2003;30(9):828-32. 15. Page RC, Sturdivant EC. Noninflammatory destructive periodontal disease (NDPD). Periodontol 2000 2002;30:24-39. 16. Perrier M, Polson A. The effect of progressive and increasing tooth hypermobility on reduced but health periodontal supporting tissue. J Periodontol 1982;53(3):152-7. 17. Pintado MR, Delong R, Ko CC, Sakaguchi RL, Douglas WH. Correlation of noncarious cervical lesion size and occlusal wear in a single adult over a 14-year time span. J Prosthet Dent 2000;84(4):436-43. 18. Piotrowski BT, Gillette WB, Hancock EB. Examining the prevalence and characteristics of abfraction like cervical lesions in a population of U.S. veterans. J Am Dent Assoc 2001;132(12):1694-701. 19. Serino G, Wennstrom JL, Lindhe J, Eneroth L. The prevalence and distribution of gingival recession in subjects with a high standard of oral hygiene. J Clin Periodontol 1994;21(1):57-63. 20. Toffenetti F, Vanini L, Tammaro S. Gingival recessions and noncarious cervical lesions: a soft and hard tissue challenge. J Esthet Dent 1998;10(4):208-20. ORIENTANDO O PACIENTE:O USO RACIONAL DE CREME DENTAL NA INFÂNCIAO uso racional de creme dental na infância
O modo de higienização bucal dependerá da idade do seu filho. No recém-nascido, a limpeza deve ser realizada com uma gaze ou fralda embebida de água filtrada, a fim de remover os resíduos do leite. Com o surgimento dos primeiros dentes, deve-se utilizar uma escova dental infantil sem creme dental ou pasta dental sem flúor. Qual o creme dental que se deve usar? A pasta de dente com flúor (vide na embalagem do produto) só poderá ser utilizada quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso, ou seja, por volta dos três ou quatro anos de idade. Antes disso, só a pasta sem flúor. Qual a quantidade de pasta que deve ser colocada na escova? Embora, hoje, na mídia, a publicidade dos cremes dentais orientem, erroneamente, o modo de colocação da pasta no sentido logitudinal (escova amarela), o ideal é o uso da técnica transversal, ou seja, a quantidade de um grão de ervilha (escova rosa). Além disso, recomenda-se manter as pastas fora do alcance das crianças e a supervisão dos responsáveis durante a escovação dos filhos, pois as pastas comercializadas, atualmente, contêm sabores atrativos às crianças, estimulando a sua ingestão. Qual a ação do flúor nos dentes? O flúor é utilizado como agente terapêutico na prevenção da cárie dentária; graças ao seu uso, houve um declínio na prevalência da doença cárie. Porém, com a ingestão de flúor em excesso, vem-se aumentando, significativamente, a fluorose.
O que é a fluorose? Como ela se manifesta? A fluorose dentária é um defeito qualitativo do esmalte dental, devido ao aumento da ingestão de flúor durante a fase de formação dos dentes. Com a ampla distribuição e consumo de flúor, através de várias fontes, como água, sal, sucos, refrigerantes, cereais matinais, salgadinhos, vitaminas e medicamentos com flúor, pasta dental, bochechos e aplicação tópica de flúor, surge também a grande preocupação da alta ingestão de concentração de flúor, durante a formação dos dentes, o que acarreta a fluorose. Esta pode se manifestar desde seu grau mais leve, em linhas ou manchas brancas até um grau mais avançado, em que ocorrem manchas amarronzadas e a perda de porções de esmalte dental. Que tipo de flúor o meu filho deve utilizar? O cirurgião-dentista analisará criteriosa e individualmente as fontes de ingestão de flúor e o risco da doença cárie, podendo, assim, orientar ao responsável o método mais seguro e racional do flúor para a prevenção da cárie e da fluorose dentária. ORIENTAÇÕES SUGERIDAS POR PRISCILLA TORRES TAGAWA - Especialista November 01 ORIENTANDO O PACIENTE:INSTRUÇÕES PARA O USO DE PRÓTESE REMOVÍVEL.Instruções para o paciente que usa prótese removível Após uma revisão da literatura, foi elaborado um manual de instruções para os pacientes de prótese removível da Fousp. Ele poderá ser complementado ou modificado para que se encaixe a outras situações, conforme a necessidade. Também poderá ser utilizado com um argumento favorável ao profissional numa eventual situação legal. ORIENTANDO O PACIENTE: ANESTÉSICOS LOCAISAnestésicos locais Os anestésicos locais sem vasoconstritor são mais seguros?
Endereço para correspondência: ORIENTANDO O PACIENTE:HOMEOPATIA - UM NOVO CAMINHO PARA A SAÚDE ORALHomeopatia: um novo caminho para a saúde oral Nos últimos vinte anos tem havido um crescimento significativo das chamadas Terapias Complementares, hoje, Práticas Integrativas e Complementares, e destas, a Homeopatia ocupa um lugar de destaque.
A odontologia, embora ainda não contemplada com o reconhecimento da Homeopatia como especialidade, acompanha essa tendência. Vemos um número cada vez maior de profissionais buscando informações sobre essa modalidade terapêutica e de pacientes que procuram o Cirurgião-Dentista com conhecimentos na área, por já se tratarem com um médico homeopata e por isso, gostariam de, quando necessário, serem medicados nessa linha. ARTIGO: ATUALIDADES - REABSORÇÃO RADICULAR CERVICALAtualidades - Reabsorção radicular cervical A reabsorção radicular cervical é uma reabsorção progressiva da raiz, originária de um processo inflamatório ocorrido usualmente abaixo da inserção epitelial, mas não apenas na área cervical. Essa reação ocorre tardiamente após um trauma, e sua patogenia não é completamente entendida. O termo "reabsorção radicular cervical" implica a ocorrência da reabsorção na área cervical do dente. Entretanto, a inserção periodontal não está sempre na margem cervical; isso faz com que o mesmo processo, às vezes, ocorra mais apicalmente na superfície da raiz. O sentido anatômico desse nome tem causado confusão e erro de diagnóstico dessa condição. Etiologia A reabsorção radicular cervical, na sua aparência histológica, é de natureza progressiva e idêntica a outras formas de reabsorção radicular inflamatória progressiva. Parece lógico, portanto, que a patogenia seja a mesma. A falta de proteção ou uma alteração na superfície da raiz tornaria o tecido radicular suscetível à reabsorção por células clásticas durante uma resposta inflamatória mantida pela infecção. A reabsorção radicular cervical pode ocorrer tardiamente após movimento ortodôntico, cirurgia ortognática, tratamento periodontal, clareamento não vital ou trauma. Já o clareamento vital freqüentemente resulta em hipersensibilidade ao frio Å a abertura de túbulos dentinários pode explicar essa sensibilidade, de acordo com a teoria de Brännström Å, indicando a ocorrência de algum danoa inserção como resultado desse clareamento. Esse possível dano poderia explicar os sinais de reabsorção radicular tardia. A polpa não interfere na reabsorção cervical e está normal na maioria dos casos. A origem da estimulação (infecção) não é pulpar; postula-se que é a bactéria no sulco do dente que estimula e sustenta uma resposta inflamatória no periodonto de inserção no nível da raiz. É possível que o processo inflamatório não cause dano à superfície da raiz inicialmente, mas somente após alguns anos; com a erupção do dente ou a recessão periodontal, os fatores quimiotáticos da inflamação são ativados e atraem células de reabsorção para a superfície da raiz. Entretanto, se a estimulação (infecção) não estivesse presente imediatamente após o trauma da superfície da raiz, o processo de reparação sobressairia e a superfície da raiz por muito tempo não seria suscetível à reabsorção. Martin Trope, em sua revisão bibliográfica, ressalta no artigo "Cervical root resorption", publicado no J Am Dent Assoc, v.128, Apr. 1997, uma teoria alternativa em que os procedimentos mencionados anteriormente alteram a proporção dos cementos orgânico e inorgânico, tornando a superfície radicular relativamente mais inorgânica e menos resistente à reabsorção quando provocada pela inflamação. Também tem sido especulado que, para o sistema imune, a superfície da raiz alterada seria um tecido diferente, a ser atacada como se fosse um corpo estranho. Manifestações clínicas A reabsorção cervical é assintomática e normalmente é detectada apenas através de exame radiográfico de rotina. Como foi mencionado, a polpa não está envolvida nesse tipo de reabsorção, e os testes de sensibilidade estariam dentro dos limites normais. Ocasionalmente, se a polpa estiver exposta pelo extenso defeito causado pela reabsorção, uma sensibilidade anormal aos estímulos térmicos pode ser experimentada; entretanto, não é esperada dor sob percussão e palpação. A reabsorção inicia-se na superfície da raiz, mas, quando a pré-dentina é alcançada, o processo de reabsorção sofre resistência, e a reabsorção prossegue lateralmente e em direção apical e coronária, envolvendo o canal radicular. Quando a reabsorção vem-se manifestando por algum tempo, um tecido de granulação pode ser visto minando o esmalte, dando-lhe uma aparência rosada. A mancha rósea tradicionalmente tem sido usada para descrever o sinal clínico patognomônico de reabsorção interna; assim, muitos casos de reabsorção cervical têm sido erroneamente diagnosticados e tratados como reabsorção interna. Da mesma forma, o caso do tipo de reabsorção inflamatória em que a raiz e o osso adjacente são reabsorvidos Å e nesse tipo de reabsorção, a perda óssea está abaixo da inserção epitelial Å, também é erroneamente diagnosticado como defeito infra-ósseo de origem periodontal. Entretanto, quando a bolsa é sondada, um sangramento abundante e um aspecto esponjoso são observados quando o tecido de granulação do defeito é alterado. Aparência radiográfica Pode ser bastante variável. Se o processo de reabsorção ocorrer mesial ou distalmente sobre a superfície da raiz, é comum se ver uma pequena radiolucidez abrindo para dentro da raiz. A radiolucidez expande coronariamente e apicalmente na dentina e alcança o canal, mas usualmente não ocorre perfuração. Se o processo de reabsorção é vestibular ou palatino-lingual, a imagem radiográfica vai depender da extensão do processo de reabsorção na dentina. Inicialmente, uma radiolucidez perto do nível de inserção (margem cervical) pode ser vista; entretanto, se o processo se desenvolve há muito tempo, a área radiolúcida pode-se estender nas direções apical e coronária de uma forma considerável. O sítio de reabsorção pode ter uma aparência manchada, devido à deposição, dentro da lesão, de tecido de reparação calcificado. O canal radicular não está envolvido nesse tipo de reabsorção; habitualmente, é possível distinguir claramente o contorno do canal através da radiolucidez do defeito causado pela reabsorção externa. Aparência histológica A aparência histológica da reabsorção cervical é similar a outros tipos de reabsorção radicular inflamatória, isto é, apresenta inflamação crônica e células multinucleadas de reabsorção. Também é muito comum verificar a evidência histológica da tentativa de reparação por um tecido similar ao tecido ósseo e ao cemento. A união de osso com dentina algumas vezes pode ser observada substituindo a reabsorção. Trope (1997) conclui que a reabsorção inflamatória radicular externa, cuja etiologia não é completamente entendida, necessita de um acurado diagnóstico; esse tipo de lesão pode ser facilmente mal diagnosticado e tratado erroneamente. (José Antônio Souza Pinto - Especialista em Periodontia)n Aplicação clínica de proteínas derivadas da matriz do esmalte na regeneração periodontal Aregeneração dos tecidos periodontais, isto é, cemento e ligamento periodontal, destruídos pelo processo inflamatório das periodontites é um dos objetivos principais do tratamento periodontal. O mais novo lançamento em Periodontia no mercado norte-americano na área de regeneração periodontal é a aplicação do produto denominado EMDOGAIN® (Enamel Matrix Derivative Organ + GAIN). Esse produto foi aprovado na Europa em 1995 e pela FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos da América em 1996. EMDOGAIN® é uma proteína do esmalte que induz a formação dos tecidos periodontais ao redor das superfícies radiculares. Estudos científicos demonstraram a importância e o papel da proteína do esmalte tanto na formação do cemento acelular, como também na regeneração desse cemento radicular1,2,4. EMDOGAIN® foi clinicamente testado entre 1989 e 1991, e a mais recente publicação3 mostrou os benefícios do uso de EMDOGAIN® em 33pacientes com 34pares distintos de defeitos periodontais intra-ósseos. Esses pacientes demonstraram um ganho de 2,1mm a 2,3mm no nível de inserção clínico e de 0,9mm a 2,6mm no nível ósseo quando avaliados radiograficamente por um período de 8 a 36meses. Esses resultados radiográficos demonstraram um ganho ósseo de 2,2mm quando comparado com os lados cirúrgicos que não receberam o tratamento com o EMDOGAIN®. Não existiu nenhum caso ou indicação de que o EMDOGAIN® pudesse causar alguma reação adversa a qualquer um dos pacientes tratados. O propósito deste artigo é apresentar esse novo produto e a técnica de aplicação do EMDOGAIN® em pacientes com defeitos intra-ósseos periodontais. Característica do EMDOGAIN® A matriz derivada do esmalte tem proteínas da família amelogenina, a qual é hidrofóbica. Essas proteínas agregam-se e tornam-se praticamente insolúveis num pH fisiológico e na temperatura do corpo humano. Essa solubilidade aumenta em meios ácidos, básicos ou de baixa temperatura. Dessa forma, o EMDOGAIN®, na forma líquida, tem um pH não neutro e permite uma precipitação gradual quando as condições fisiológicas são restabelecidas. Um alginato de propilenoglicol (PGA) é o veículo para a aplicação do EMDOGAIN®. Aplicação clínica do EMDOGAIN® EMDOGAIN® é distribuído pela companhia BIORA e vem em dois frascos esterilizados. Um contém 30mg da matriz derivada do esmalte em forma de pó congelado e liofilizado (tampa verde). Um segundo frasco contém 1ml da solução do veículo para aplicação (tampa prata) (Figura 2). Usando agulhas descartáveis 1,25 x 50mm em seringas "Luer lock", o veículo é aspirado e colocado dentro do frasco com a proteína derivada de esmalte. Esse procedimento deve ser realizado pelo menos 20minutos antes do uso desse material no local cirúrgico. O procedimento cirúrgico é normalmente realizado com incisões sulculares com um retalho mucoperiósteo, para acesso às superfícies radiculares nos lados vestibulares e palatino do defeito periodontal (Figura 1). As incisões devem preservar o máximo possível do tecido conjuntivo gengival. A manutenção da viabilidade das células periodontais é feita com contínua irrigação de solução salina. O tecido de granulação é removido da lesão periodontal e do defeito ósseo, para melhor acesso e visualização. Raspagem dental e alisamento radicular são então iniciados até que uma superfície radicular lisa e livre de placa e cálculo dental seja obtida. A remoção da "smear layer" é feita com aplicação de ácido cítrico ou fosfórico por 15segundos sobre a superfície radicular. Esse ácido é então removido por uma irrigação da área com solução salina e contínua aspiração, evitando-se a contaminação da superfície radicular com saliva ou sangramento após o tratamento com o ácido. Imediatamente, aplica-se o gel do EMDOGAIN® na superfície radicular, iniciando-se a aplicação na área mais profunda do defeito ósseo (Figura 3). É essencial que o total fechamento do retalho gengival na área seja obtido com a sutura do retalho periodontal (Figura4). Usa-se o cimento cirúrgico de acordo com o protocolo cirúrgico de cada profissional. Ao término da cirurgia, os cuidados pós-operatórios são os normais após uma cirurgia periodontal. Contudo, os pacientes devem ser instruídos para uso de lavagem bucal com solução 0,1% - 0,2% de clorexidine duas a três vezes ao dia durante 3 a 6semanas após a cirurgia e para evitar o controle mecânico da placa dental na área do retalho periodontal, o que só deve ser restabelecido 6semanas após a cirurgia. Visitas semanais e controle da placa dental semanal pelo profissional devem ocorrer durante essas 6semanas após a cirurgia. Indicam-se outros medicamentos e os cuidados pós-operatórios de acordo com o protocolo de cada cirurgião. Seis semanas após a cirurgia, os pacientes devem receber instruções de controle de placa dental com medidas e instrumentos apropriados para cada área. A técnica para aplicação do EMDOGAIN® é bastante simples e não altera nem aumenta o tempo da cirurgia periodontalem demasia. EMDOGAIN® continua sendo estudado por várias universidades americanas, onde os defeitos e benefícios longitudinais em defeitos intra-ósseos e nos envolvimentos de furca estão sendo avaliados. (Eros Santos Chaves - Professor Associado e Diretor de Pesquisas Clínicas do Departamento de Periodontia da Universidade de Pittsburgh, Pennsylvania, EUA)n 1.HAMMARSTROM, L. Enamel matrix, cementum development and regeneration. J Clin Periodontol, v.24, p.658-668, 1997. Transmissão de doenças orais infecciosas de mãe para filho Em artigo escrito, o Dr. H. C. Slavkin, diretor do National Institute of Dental Research, publicado no The Journal of American Dental Association, v.128, June 1997, escreve sobre a transmissibilidade entre mãe e filho. É um interessante paradoxo que a mãe possa expor seu filho a doenças infecciosas através do contato íntimo, embora também transmita a ele diversos anticorpos, os quais conferem imunidade contra muitos dos microorganismos que a infectam durante a gravidez. Recentemente, pesquisas orientadas têm identificado uma significante associação entre transmissão de microorganismos da cavidade bucal da mãe para o feto durante a gravidez, o nascimento e após o nascimento. Entender essa primeira confrontação é muito importante para que se possa compreender a etiologia e patogenia de muitas infecções orais oportunistas. Além do mais, a saúde oral materna pode ser um determinante ou um fator de risco na saúde do feto ou do recém-nascido. Recentes estudos feitos na Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, e na Universidade do Alabama, em Birmingham, mostram a ligação entre os microorganismos da cavidade oral e os recém-nascidos de baixo peso. Mães portadoras de doenças periodontais podem ter sete vezes mais possibilidade de dar à luz crianças de baixo peso ou prematuros (menos de 37 semanas de gestação). Transmitindo infecção,transferindo imunidade O colostro e o leite materno são importantes, pois fornecem ao recém-nascido componentes imunológicos e anticorpos humorais. Alguns desses fatores são seletivos e podem afetar a microflora intestinal, proporcionando o desenvolvimento de bactérias necessárias e a inibição de outras indesejáveis através da atividade biológica da lisosima, lactoferrina e interferon e dos leucócitos. O autor nos informa qual a especificidade das imunoglobulinas, além dos fatores antibacterianos, antivirais e antiinflamatórios existentes no colostro e no leite materno e seus efeitos específicos. Na cavidade oral há mais microorganismos que pessoas no mundo Do nascimento à morte, a exposição continuada da cavidade oral a infecções patogênicas oportunistas está em equilíbrio com a imunidade do hospedeiro. Epidemiologistas publicaram muitos estudos mostrando a transmissão de microorganismos entre famílias e comunidades. Pesquisas bem documentadas envolvendo a cavidade oral descrevem a transmissão de microorganismos associados à etiologia da cárie dental, das doenças periodontais e, mais recentemente, da transmissão da AIDS de mãe para filho. Uma questão importante a ser considerada é a seguinte: se as mulheres portadoras de colônias virulentas de Streptococcus mutans em sua cavidade oral forem rigorosamente tratadas durante o período crítico da suscetibilidade de seus filhos, podem as crianças evitar o contágio dos microorganismos de suas mães? O desenvolvimento de vacinas tem sido discutido e pesquisado com interesse, além dos estudos de aproximadamente 60 proteínas salivares com suas propriedades antibacterianas ou, mesmo, de inibição da adesão das bactérias aos dentes. Espera-se que, nos próximos 5 a 10anos, pesquisas com suporte científico contribuam para que possamos entender e controlar a transmissão de microorganismos infecciosos através da cavidade oral. (Yara Pierangeli C. Fonseca - Especialista em Odontopediatria). |
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