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    September 05

    ARTIGO-NOTA : Pesquisa analisa relação entre colocação de coroas e problemas periodontais

     

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    Resultados mostram que as coroas podem ser associadas a mais sinais de inflamação, provocando sangramentos, vermelhidão e mau hálito, apesar de não estarem diretamente associadas à destruição periodontal.

    Inúmeros estudos mostram uma relação entre a colocação de coroas fixas e as condições periodontais dos pacientes, apontando para uma maior incidência de inflamação das gengivas e destruição periodontal. No entanto, nem sempre a utilização de coroas representa problemas aos pacientes. Isso é o que mostram Cassiano Rösing e equipe da Universidade Lutherana do Brasil em um trabalho que teve como objetivo avaliar retrospectivamente as condições periodontais de pacientes com coroas fixas colocadas de 3 a 5 anos antes da realização da pesquisa.

    De acordo com artigo publicado no número quatro de 2007 da revista Brazilian Oral Research, “40 pessoas foram analisadas no estudo. Exames clínicos de toda a boca foram realizados avaliando-se Índice de Placa Visível (IPV), Índice de Sangramento Gengival (ISG), Profundidade de Sondagem (PS) e Nível Clínico de Inserção (NCI) em 6 sítios por dente. Radiografias paralelas foram obtidas e analisadas cegamente por paquímetro digital (distância do ápice à crista óssea). Testes BANA também foram realizados. Um dente hígido contralateral foi considerado como controle”.

    Os resultados mostram que as coroas apresentaram um valor médio de Índice de Placa Visível de 30,42%, comparado com 49,17% para dentes hígidos. O Índice de Sangramento Gengival foi de 33,33% e de 26,25% para dentes com coroas e hígidos, respectivamente. A Porfundidade de Sondagem revelou valores de 2,30 e 2,14 mm e a análise do Nível Clínico de Inserção demonstrou médias de 2,02 e 1,89 mm para coroas e dentes hígidos, respectivamente. Os valores médios para as distâncias radiográficas foram de 12,73 e 13,67 mm, e para o teste BANA, de 67,50 e 50,00 para dentes hígidos e com coroas. Segundo a equipe, foram observadas diferenças significativas para todos os parâmetros, exceto para NCI e para o teste BANA.

    Dessa forma, os pesquisadores concluem que as coroas podem ser associadas a mais sinais de inflamação, entretanto não com destruição periodontal. “Apesar de os resultados não demonstrarem relação entre a colocação de coroas e a destruição periodontal, o fato de elas estarem associadas a mais sinais de inflamação deve ser levado em consideração, uma vez que as gengivites estão diretamente ligadas a uma pior qualidade da saúde bucal, em decorrência do sangramento, vermelhidão e do mau hálito, que hoje em dia é socialmente inaceitável”, destacam no artigo.

     

    Agência Notisa

    Medcenter Medscape

    July 10

    ORIENTANDO O PACIENTE - PERICORONARITE



    • Endrigo Sperto Rodrigues dos Santos
      Periodontista e mestrando
      da disciplina de Clínica
      Integrada da Faculdade
      de Odontologia da
      Universidade de São Paulo
    • Irineu Gregnanin Pedron
      Periodontista e mestrando
      da disciplina de Clínica
      Integrada da Faculdade
      de Odontologia da Universidade de São Paulo

    1. O QUE É A PERICORONARITE?
    É uma inflamação gengival que ocorre geralmente
    próxima dos terceiros molares (dentes do
    “siso”), quando estes estão erupcionando (“nascendo”)
    na cavidade bucal (Figura 1).

    2. EM QUAL IDADE A PERICORONARITE É MAIS FREQÜENTE?
    Ocorre geralmente entre 17 e 21 anos de idade, coincidindo com a faixa etária na qual erupcionam os terceiros molares.

    3. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA PERICORONARITE?
    O paciente geralmente apresenta a gengiva inflamada ou infeccionada na parte que recobre o dente em erupção, podendo drenar pus na região; mau hálito; desconforto ou dor localizada ou irradiada pela mandíbula; inchaço local e regional (região do pescoço abaixo da mandíbula); dificuldade
    na abertura e fechamento da boca; dificuldade para falar, mastigar e engolir; dores musculares e articulares na ATM (articulação têmporo-mandibular).
    Em alguns casos, o paciente pode apresentar febre e “ínguas” (linfoadenodopatia).

    4. COMO EVITAR A PERICORONARITE?
    Mantendo sempre a rigorosa higiene bucal, através da escovação e passagem do fio dentário na região dos terceiros molares, evitando dessa forma o acúmulo e
    deposição de alimentos e placa dentária nessa região. Os bochechos com colutórios bucais podem ainda ser utilizados como medida coadjuvante.

    5. COMO TRATAR A PERICORONARITE?
    É importante destacar a importância da consulta ao cirurgião-dentista, pois somente este profissional
    Pericoronarite é capacitado para o correto diagnóstico e tratamento. Bochechos com anti-sépticos bucais ou a aplicação
    de água oxigenada 10 volumes podem auxiliar no tratamento. Provavelmente, o cirurgião-dentista deverá prescrever medicação analgésica, antiinflamatória e, se houver necessidade, antibiótico para controlar a infecção, durante a fase sintomática. Quando o processo de inflamação ou infecção estiver controlado, o excesso de gengiva que recobre o dente pode ser removido através de procedimento cirúrgico (Figura 2) ou ainda, se o dente estiver parcialmente erupcionado, há a indicação da extração do dente. É possível que a pericoronarite recorra se o dente continuar nesta situação de semi-erupção ou caso a higiene bucal falhe.

    FIGURA 1

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    Excesso de gengiva cobrindo a parte posterior do dente do “siso”
    FIGURA 2

    image
    Remoção do excesso de gengiva por procedimento cirúrgico

              Orientando Paciente_Nov-Dez.indd 481 10.12.08 16:51:22- REVISTA DA APCD

    June 19

    ARTIGO: RANGER OS DENTES

    Ranger os dentes à noite é comum, mas razões não estão claras

    Publicado em: 17/06/2009

    Por que algumas pessoas rangem os dentes à noite?

    Ranger os dentes à noite é apenas um tipo de bruxismo, um distúrbio que também inclui ranger diurno ou aperto do maxilar; este é geralmente chamado de bruxismo noturno. Muitas explicações são dadas ao motivo pelo qual o bruxismo noturno ocorre e quem tem esse risco. Nenhuma dessas explicações tem provas conclusivas.

    Um artigo, publicado em 2000 no jornal "Sleep Medicine Reviews", observa que a maioria das pessoas sofrerá a condição de ranger ou apertar os dentes em algum momento da vida. O bruxismo noturno se torna um problema sério quando causa dor, prejudica os dentes ou perturba o sono, mas muitos bruxistas dormem bem, alguns nem se dão conta do ranger dos dentes. A condição parece ocorrer de forma igualitária em ambos os sexos, mas é mais comum em pessoas mais jovens.

    Alguns dos muitos fatores estudados pela associação com o bruxismo incluem dentes que não se encontram adequadamente, fatores psicossociais e ambientais, além de problemas com neurotransmissores no cérebro ou mau funcionamento dos centros cerebrais chamados de gânglios basais. Alguns estudos descobriram que a apnéia do sono, estresse e consumo excessivo de tabaco, álcool, drogas e cafeína podem estar associados a riscos mais altos de bruxismo. No entanto, não se demonstra se essas são as verdadeiras causas.

    Muitos tipos de tratamento para o bruxismo já foram tentados, com índices de sucesso bastante variados, incluindo dispositivos dentários que mantêm os dentes separados; vários tipos de psicoterapia e terapia comportamental; drogas; e até suplementos nutricionais, com base na teoria que uma deficiência vitamínica ou mineral pode ser a responsável pelo problema. Exercícios de relaxamento e compressas mornas antes de dormir são medidas não-invasivas sugeridas por algumas autoridades de saúde.

    Fonte: G1

    ORIENTANDO O PACIENTE: UMA ESCOVA PARA CADA USO

    Uma escova para cada uso

    Nem só das importantes medidas preventivas (alimentação sadia e flúor na água/tópico), vive o cuidado adequado com os dentes e cavidade bucal.... Tem aquele diário, cada vez que você se alimenta. Vamos lá?

    Em primeiro lugar temos as escovas de dentes, que longe de qualquer outra sofisticação, devem ter cerdas MACIAS (para adentrarem no espaço entre o dente e a gengiva – chamado de  sulco gengival) e perfil PLANO (todas as cerdas com a mesma altura), para propiciar uma limpeza mais efetiva na face interna dos dentes anteriores .

    As marcas brasileiras tradicionais têm produtos com estes requisitos, mas devemos sempre verificar a cabeça das escovas antes de comprá-las, pois os fabricantes muitas vezes mudam aspectos sem qualquer aviso.

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    Formato e ação da Escova Dental

    Nenhuma limpeza dos dentes é completa se não retirarmos os restos de alimentos entre os dentes (onde nenhuma escova ou bochecho vai limpar). O único meio realmente efetivo é o fio dental que deve sempre ser passado em frente ao espelho, para que possamos VER o local onde está sendo usado. Apesar de ser mais difícil passar nos dentes posteriores (“do fundo”) estes são os dentes que precisam de nossa intervenção mais efetiva e DIÁRIA. Todo os dias devemos usá-lo com muita atenção. Se ao passar ele causa sangramentos,procure seu dentista para orientar como  solucionar este problema.

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    Fio dental corretamente dentro da gengiva

    Se você quebrou o braço, está com artrite ou perdeu habilidade motora (3a idade), a limpeza entre os dentes deve ser feita com os suportes de fio dental, normalmente encontráveis nas drogarias maiores ou nas dentais (que vendem materiais aos dentistas). Eles são muito importantes para acessar os dentes de fundo e para treinar as crianças no uso do fio dental, que vai lhes ser útil por toda a vida.

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    Suporte de Fio dental em ação

    Para aqueles pacientes que usam próteses fixas (diversas coroas soldadas entre si) nem o fio dental ou o suporte para fio vão conseguir remover os restos de alimentos que vão parar por baixo destes dentes. A solução é usarmos as escovas interdentais, ou se elas não couberem os passadores de fio dental, uma alça que passamos o fio por dentro e entramos por baixo de onde ocorre o ponto de solda dos dentes. Esta comida acumulada é a grande causadora de cáries sob estas próteses fixas.

    Mas, se o espaço entre os dentes ficou mais largo (por tratamento periodontal ou pelo passar dos anos) o fio dental, nestes dentes, deve ser substituído pelas ESCOVAS  INTERDENTAIS, cujas pontas são trocadas a cada 5-8 dias. São encontradas em Farmácias, supermercados e drogarias. O seu cabo deve ser comprido e angulado, para facilitar o acesso nos dentes posteriores.

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    Passadores de Fio Dental

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    Escova Interdental

    Não só os dentes guardam restos de comidas depois das refeições: também na língua (onde ficam as papilas gustativas) sobram muitos restos de alimentos, células mortas e bactérias, que formam a saburra, que aumentam o mau-hálito e dificultam o controle da diabetes e da hipertensão. As escovas de dente limpam só parte da língua, mas não chegam até o fundo onde devemos usar, uma vez por dia apenas,os limpadores de língua, geralmente plásticos,e que já são encontrados nas farmácias e drogarias.

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    Limpador de língua em ação

    Se usamos próteses removíveis (“pontes móveis”) ou próteses totais (“dentaduras”) não pense que aí não se acumulam restos de alimentos. Eles param e em grande quantidade!  Após cada refeição, devemos retirar as próteses e limpá-las por dentro e por fora( dentro de  uma pia cheia de água) – para não dar mau hálito e formar “tártaros” bem como o rebordo (“gengiva”) onde se apóiam, onde ficam muito restos que ajudam a aumentar a perda óssea sob estas próteses. Para isto devemos usar as escovas para próteses à venda no comércio. Se restaram dentes naturais ou coroas, eles devem ser limpos com escova de dentes e fio dental.

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    Escova para limpar próteses

    Quando a pessoa perdeu habilidade com as mãos por idade ou por acidente, o uso de escovas especiais com cabo mais largo (para facilitar a “pega”) ou as escovas elétricas (para ela fazer o movimento correta da escova nos dentes) pode ser uma ótima opção para suplantar estes desafios da vida !

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    Escova com boa empunhadura

    Muitas pessoas usam vinagre, sabão, detergentes para limpar as próteses que possui. Isto deve ser evitado e no comércio temos as pastilhas efervescentes que devem ser usadas uma vez por semana com a finalidade de limpar as próteses. No dia-a-dia use só escova de dentes e SEM pasta, para não alterar a  textura  da resina das próteses.

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    Depois de bem  limpas,colocar próteses em pastilhas efervescentes uma vez por semana

    Se depois disto tudo você ainda quer ter certeza se sua boca ficou REALMENTE limpa, use as pastilhas  evidenciadoras de placa bacteriana que vão dizer  em que ponto do dente você não limpou corretamente.

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    O evidenciador de placa mostra, em vermelho, onde não se limpou bem os dentes

    Viu? Limpar BEM os dentes é uma arte que exige conhecimentos e os materiais necessários. Cuidando bem deles você vai fazer com que seus dentes naturais durem toda uma vida, ajudando no seu sorriso e fazendo com que consiga ser mais simpático e bonito ! O quê você está esperando?

    Converse com seu dentista para ele lhe indicar quais os tipos mais indicados para os seus dentes!

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    E SORRIA, FELIZ DA VIDA !!

    Dr. Fernando Luiz Brunetti Montenegro

    Medcenter Medscape

    ARTIGO: VIAGRA X APNÉIA DO SONO

    Viagra relacionado a apnéia do sono

    (Bibliomed). Um novo estudo, realizado na Universidade Federal de São Paulo, e publicado no último número da revista Archives of Internal Medicine traz uma preocupação para usuários do medicamento sildenafil (Viagra ®), utilizado no tratamento da disfunção erétil: a de que ele poderia agravar quadros de apnéia do sono.

    A apnéia do sono é mais comum em homens do que em mulheres e ocorre quando a respiração é suspensa, durante o sono, por 10 segundos ou mais, devido a uma obstrução ou estreitamento das vias aéreas do nariz, boca ou faringe. Os sintomas decorrentes incluem o ronco e a perda do sono. Estudos recentes mostram que a apnéia do sono contribui para o desenvolvimento da disfunção erétil.

    Na nova pesquisa, foram examinados os efeitos de uma dose única, de 50 mg, do sildenafil, versus uma dose de placebo, em 14 homens de meia-idade, que já eram portadores da apnéia do sono.

    Os resultados mostraram que a utilização do sildenafil aumentou de modo significativo, a apnéia do sono nestes pacientes. Os pesquisadores também verificaram que a respiração se apresentava mais desordenada, com mais falhas por hora, entre os homens que usaram o sildenafil antes de dormir.

    Os pesquisadores dizem que seus resultados são ainda preliminares, e baseados em um número pequeno de pacientes, e que mais estudos serão necessários para determinar, se o uso do sildenafil, poderia apresentar riscos para homens portadores de formas graves de apnéia do sono.

    Archives of Internal Medicine, Sept. 18, 2006; vol 166: pp 1763-1767.

    Confira também notícias atualizados nas especialidades abaixo:

    Medcenter Medscape

    ARTIGO: PREVELÊNCIA DA MÁ OCLUSÃO É ALTA ENTRE CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS

    Prevalência de má oclusão é alta entre crianças de 2 a 4 anos

    Pesquisa mostra que metade da amostra apresentava o problema. Falta de amamentação natural e hábitos bucais inadequados, como utilização de chupeta, estão diretamente relacionados à presença de más oclusões.

    Devido a sua alta prevalência, as más oclusões, são consideradas um problema de saúde pública. Levando em consideração que não ocorre auto correção, os desvios que se estabelecem na dentadura decídua perpetuam-se na dentadura mista, assim como na dentadura permanente. Esta observação respalda o consenso mundial de que a prevenção e a interceptação precoce se fazem necessárias, preferencialmente, nas dentaduras decídua e mista. Nesse sentido, Carla Maria Gimenez e equipe da Universidade Estadual Paulista resolveram identificar a prevalência e os tipos de má oclusão encontrados em crianças dentro da faixa etária de 2 a 4 anos; e correlacionar a presença do problema com a forma de aleitamento e com os hábitos bucais infantis.

    Para tanto, foram analisadas 100 crianças inseridas no Programa de Prevenção do Centro de Pesquisa e Atendimento de Pacientes Especiais e 126 crianças das creches municipais da cidade de Piracicaba, de diferentes classes sociais, de ambos os gêneros, na faixa etária de 2 a 4 anos, com a dentadura decídua completa. De acordo com artigo publicado na edição de março/abril de 2008 da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, “a forma de aleitamento interfere no padrão de movimentação dos músculos mastigatórios, no correto estabelecimento da deglutição e da respiração, além de suprir as necessidades nutricionais e neurológicas da criança, sendo a sucção considerada a primeira fase da mastigação. A falta ou ausência do aleitamento natural correlaciona-se ao hipodesenvolvimento do complexo mastigatório, à instalação de respiração mista ou bucal, deglutição atípica e, conseqüentemente, ao desenvolvimento inadequado que conduz às más oclusões. Por outro lado, hábitos bucais infantis são também fatores que interagem no estabelecimento da oclusão”.

    No trabalho, a equipe verificou alta prevalência de más oclusões (superior a 50% da amostra avaliada) e uma correlação positiva entre a falta de amamentação natural e hábitos bucais inadequados em relação à presença de más oclusões. Além disso, a chupeta revelou-se a variável mais significativa na contribuição para a instalação de más oclusões. Segundo os pesquisadores, “provavelmente devido à falta de orientação às mães e gestantes em relação aos benefícios da amamentação natural, a maioria das crianças foi amamentada de maneira artificial precocemente. Soma-se a isso, a grande pressão dos fatores culturais e familiares que compete fortemente com as orientações recebidas sobre saúde bucal, tornando as mães pouco sensíveis às recomendações do dentista”.

    Dessa forma, eles alertam para a necessidade de prevenção e de interceptação das más oclusões. “A significativa presença de más oclusões na amostra analisada evidencia a face alarmante do problema de falta de medidas preventivas (incluindo o incentivo à amamentação natural) e a necessidade de interceptação destas más oclusões. O objetivo é evitar que os pacientes encaminhados pelo clínico ou pelo odontopediatra cheguem ao ortodontista na fase da dentadura permanente, quando a maioria dos problemas oclusais já se encontram instalados”, destacam no artigo.

    Agência Notisa

    Medcenter Medscape

    June 12

    PESQUISAS …. ATM X VARIAÇÕES HORMONAIS

    Pesquisas indicam que distúrbios da ATM estão associados a variações de hormônios entre homens e mulheres

    Os estudos buscam, agora, identificar a diferença na incidência da dor entre os dois sexos e analisar a eficácia dos medicamentos para que, no futuro, o tratamento farmacológico seja distinto entre ambos

    De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), “dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos”. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através de experiências anteriores. Segundo a SBED, a ocorrência de dor, especialmente, a crônica, é crescente em decorrência de novos hábitos de vida, maior longevidade do indivíduo, prolongamento de sobrevida dos doentes com afecções clínicas naturalmente fatais, modificações do ambiente em que se vive, do reconhecimento de novos quadros dolorosos e da aplicação de novos conceitos que traduzam seu significado.
    Existem três tipos de classificação da dor: a aguda, causada por inflamação, infecção, traumatismo etc. a crônica, que tem duração prolongada e pode se estender por vários meses ou vários anos, (por exemplo, câncer, artrite reumatóide, esforços repetitivos durante o trabalho etc.) e, por fim, a dor recorrente, que apresenta períodos de curta duração, mas que se repetem com freqüência como, por exemplo, a enxaqueca.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que a incidência de dor crônica no mundo afete cerca de 30% da população, a maioria mulheres. No Brasil, estima-se que 50 milhões de pessoas sintam este tipo de dor. Em algum momento na vida, 15 a 25% das pessoas sofrerão de dor crônica e, em indivíduos acima de 65 anos, este percentual aumenta para 50%. Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, o sexo feminino sente mais dor e tem maior risco de experimentar inúmeras condições dolorosas. Assim, são mais comuns em mulheres dores no pescoço e ombros, no abdômen, cefaléias tipo tensão, enxaqueca após a puberdade, distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) entre outras.

    Cláudia Tambelli é uma das orientadoras da pesquisa que busca
    identificar e justificar as diferenças de percepção dolorosa
    entre as mulheres e a diferença na incidência da dor entre os
    sexos masculino e feminino

    Para identificar e justificar as diferenças de percepção dolorosa entre as mulheres, algumas pesquisas têm sido desenvolvidas e orientadas pela Cirurgiã-Dentista e professora Cláudia Herrera Tambelli, do Departamento de Ciências Fisiológicas, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Unicamp, com a colaboração do professor Carlos Amilcar Parada, do Instituto de Biologia (IB), também da Unicamp.
    As pesquisas buscam entender porque a prevalência da dor articular é menor no sexo masculino do que no feminino e também almejam determinar o período em que a dor se manifesta com mais intensidade no sexo feminino. Além disso, visam compreender como as alterações hormonais influenciam a dor e a eficácia dos medicamentos. “Acredito que esse conhecimento possa revolucionar o tratamento da dor, pois baseado nele o tratamento farmacológico da dor poderia ser diferenciado entre homens e mulheres e, até mesmo, entre mulheres dependendo da fase do ciclo menstrual”, explica Claúdia Tambelli.
    De acordo com Tambelli, no sexo feminino a dor se manifesta de maneira mais intensa na fase em que a concentração do estrógeno é mais baixa. “Outro resultado interessante é que a administração intra-articular de um analgésico capa opióide induz um efeito analgésico significativamente maior no sexo feminino, especialmente durante o período de baixa concentração plasmática de estrógeno, que é o período em que a dor da ATM se manifesta com maior intensidade”, revela a professora.
    Uma das grandes novidades desses estudos é ter demonstrado, pela primeira vez, que a testosterona protege o sexo masculino em relação à manifestação da dor da ATM. “Já se sabia que no sexo masculino o risco de manifestação desse tipo de dor é menor, mas não se sabia a causa, e isso nós conseguimos demonstrar. O trabalho foi publicado na revista internacional ‘The Journal of Pain’. Também temos observado uma diferença nos mecanismos biológicos da dor da ATM com relação às outras partes do corpo. Isso tem uma influência direta no tipo de medicamento usado para o controle da dor na ATM e no controle de outras dores do corpo”, relata Tambelli.
    A outra novidade está relacionada à variação da eficácia de analgésicos e antiinflamatórios entre os sexos. “Com base em pesquisas preliminares, testaremos, agora, um novo tratamento farmacológico da dor articular em humanos. Os resultados podem levar à proposta de um medicamento mais específico para o tratamento da dor da ATM, com eficácia estudada em homens e mulheres, e verificação da dosagem em função do ciclo menstrual”, informa a professora.
    O fato das dores articulares serem, em geral, de intensidade e prevalência maior nas mulheres, sugere-se que os mecanismos dolorosos variem entre os sexos. Mas, nem por isso, o tratamento tem sido diferenciado. “O fato de a maioria dos pesquisadores da área serem homens talvez explique, pelo menos em parte, a despreocupação anterior em se investigar a possibilidade de diferenças no efeito dos medicamentos entre homens e mulheres”, acredita a orientadora. “Como mulher, me preocupo com essa questão porque antevejo a possibilidade de existir uma droga que seja mais efetiva – ou efetiva apenas na mulher ou no homem. É possível, inclusive, que durante um período do ciclo menstrual da mulher, determinado analgésico se revele mais eficaz. Como todo fármaco tem efeito colateral, já seria um benefício utilizar o medicamento em período de maior eficácia, quando a dose poderia ser menor”, explica a pesquisadora, Claúdia Tambelli que afirma: “A sociedade será beneficiada com os resultados desses estudos porque poderá receber um tratamento farmacológico para dor articular diferenciado, ou seja, que leve em consideração as diferenças sexuais e hormonais. Isso poderá aumentar as chances de sucesso do tratamento da dor articular que, entre as dores orofaciais crônicas, é a mais comum”.
    Por Bruna Oliveira
    Colaboração de
    Mariana Pantano

    Abril 2009
    ANO Nº 43 - Nº 624

    May 08

    ORIENTANDO O PACIENTE- REFRIGERANTE SEM AÇÚCAR TAMBÉM AMEAÇA OS DENTES

    Você está em: Hotnews

    Refrigerante sem açúcar também ameaça os dentes

    Ele aumenta a sensibilidade e destrói o esmalte, favorecendo as fraturas

    Ele está entre as bebidas mais consumidas em todo o mundo, mas os problemas que rodeiam os refrigerantes são enormes. Mesmo que não prejudiquem a dieta, os refrigerantes causam um grande estrago nos dentes, por causa de um efeito chamado erosão ácida: trata-se da perda constante dos minerais que formam o esmalte do dente.
    "O refrigerante em excesso pode gerar muita sensibilidade, além de possibilitar fraturas, já que o dente fica mais fino e sem proteção", explica o dentista Lauro Delgado, especialista em estética e reabilitação oral da clínica Odonto Integrada Delgado."Vale ressaltar que estas doenças são provenientes de excessos, o que é muito comum entre crianças e adolescentes, por isso é um problema que merece atenção", afirma o cirurgião dentista Lauro Delgado
    Outra agravante é que a bebida não fornece nenhum nutriente importante para o organismo. "A bebida só contém açúcares, conservantes, acidulantes, corantes, estabilizantes, antioxidantes, aromatizantes, além de outras substâncias que não são saudáveis, principalmente quando há o excesso", explica a nutricionista Andrea Gamito, também da clínica Odonto Integrada.

    May 05

    DORES NA COLUNA CERVICAL PODEM SE ORIGINAR NA BOCA

    23/02/2009 - 14h59

    Especialista diz que dores na coluna cervical podem se originar na boca

    São Paulo - Você não tem tempo para comer direito e vive beliscando qualquer coisa. Esse hábito cada vez mais comum, aliado a problemas bucais, pode resultar em dores na coluna cervical. Tudo começa com a consistência da comida que ingerimos atualmente. Elas são mais fáceis de mastigar e isso faz com que a musculatura da face deixe de exercer a função para a qual ela foi criada.
    "Mastigar bem produz um relaxamento da musculatura", diz o cirurgião dentista Lauro Delgado, especialista em estética e reabilitação oral da clínica Odonto Integrada Delgado, de São Paulo. Ele explica que a falta de mastigar alimentos mais duros, aliada a problemas bucais como contato prematuro (ao fechar a boca um dente tem contato antes que os demais), uma obturação mal feita ou o apinhamento (dentes encavalados) resultam em problemas de mordida que quase sempre geram uma disfunção na articulação terporomandibular, mais conhecida como ATM.
    E, numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações, o corpo se encarrega de adequar, nesse caso negativamente, articulações, músculos e ossos, que resulta em dores na coluna cervical. "Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos mostram a forte relação entre a postura corporal com atividades vitais como respiração e, principalmente, alimentação", explica Francisco Rogério Aguiar de Menezes, cirurgião dentista, bucomaxilofacial e chefe das equipes de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial dos hospitais São Camilo e Samaritano, na capital paulista.
    Ele lembra que a coluna vertebral também envolve uma série de nervos, tendões, músculos e ligamentos que doem quando há algo errado e que não é comum as pessoas relacionarem problemas bucais com alterações no organismo. "No geral, quando sentem dores nas costas, as pessoas procuram um especialista em coluna, um ortopedista, mas na consulta descobre-se que a origem do problema está na boca", diz o doutor Lauro.
    "Quando a mordida não é perfeita, a mandíbula se desvia lateralmente para fazer o ajuste e compensar o desequilíbrio", acrescenta. Como resultado, temos uma mordida desalinhada e a mandíbula sobrecarregada de um só lado. Dessa forma, os músculos do pescoço, e a seguir da coluna cervical, acompanham esse novo posicionamento na tentativa de compensar o desvio causado na boca. "Assim, temos um problema desencadeado e, a seguir, refletido na coluna cervical", diz ele.

    Priscila Arone

    April 19

    Estudo sueco mostra que crianças prematuras apresentam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodôntico

    Medcenter:: Notícia

    Estudo sueco mostra que crianças prematuras apresentam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodôntico

    Segundo estudo publicado no The Angle orthodontist, enquanto mais de 80% dos nascidos antes da 29ª semana gestacional têm dois traços ou mais de maloclusão, cerca de 50% dos nascidos dentro do período estipulado apresentam tais traços.

    Pesquisadores da Suécia investigaram 73 crianças prematuras para verificar se elas apresentavam maior prevalência de traços de maloclusão e maior necessidade de tratamento ortodôntico do que crianças que completaram o tempo de gestação. Segundo o artigo publicado em 2008 no The Angle orthodontist, Liselotte Paulsson e colegas, da Faculdade de Odontologia, da Malmö University, dividiram os participantes em dois grupos. O primeiro deles incluiu 37 crianças nascidas entre as semanas 29 e 32 do ciclo gestacional. Já o outro, inclui 36 crianças nascidas antes da 29ª semana de gestação. Eles compararam esses dois grupos de pré-termos com 41 crianças nascidas no tempo certo.

    De acordo com a publicação, através de exames clínicos, modelos de estudos ortodônticos e radiografais panorâmicas, os autores determinaram traços de maloclusão. Eles usaram ainda o Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (IOTN) para estipular quais terapêuticas eram indicadas para os participantes. Assim, os pesquisadores verificaram que dois ou mais traços de maloclusão ocorreram significativamente mais entre as crianças nascidas antes da 29ª semana (83,3%) e entre as crianças nascidas entre as semanas 29 e 32 (73,0%). Vale destacar que os participantes do grupo controle apresentaram prevalência de 51,2% para a mesma característica.

    Durante a pesquisa, também foi identificado que mordida profunda foi o traço de maloclusão mais prevalente entre os pré-termos. Segundo o artigo, os autores identificaram ainda uma grande necessidade de tratamento ortodôntico para crianças pré-termo. No entanto, eles não perceberam diferenças na prevalência de traços de maloclusão e necessidade de tratamento entre os dois grupos de crianças prematuras.

    Com os resultados, os pesquisadores entendem que o “clínico deve estar ciente do potencial alto de traços de maloclusão e da alta necessidade de tratamento ortodôntico em crianças prematuras comparadas com nascidas no tempo certo”.

    Agência Notisa

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    Medcenter Medscape

    February 27

    ORIENTANDO O PACIENTE - CIRURGIA ORTOGNÁTICA

     

    O que é a Cirurgia Ortognática?
    A Cirurgia Ortognática é a sub-especialidade da Cirurgia Buco Maxilo Facial que reune um grupo de procedimentos cirúrgicos que tem como objetivo principal a corregir as deformidades dento-faciais, resultantes de algum tipo de falha no posicionamento satisfatório das arcadas dentárias e ossos da face em relação à base do crânio, interferindo na aparência estética dos pacientes e comprometendo muitas vezes o funcionamento correto dos maxilares.

    As deformidades dento-faciais apresentam-se em dois tipos de classes principais, descritas na literatura científica, são elas:

    Micrognatismo ou Retrognatismo: A mandíbula (parte inferior) é menor que o maxila (parte superior). Neste caso pode optar por encurtar o maxila ou alongar a mandíbula.
    Esta deformidade é conhecida como Classe II, de Angle.

    Prognatismo: A mandíbula (parte inferior) é maior do que a maxila (parte superior). Neste caso pode optar por reduzir ou recuar a mandíbula.
    Esta deformidade é conhecida como Classe III, de Angle.

    Como é feita a cirurgia ?
    A avaliação destas deformidades inicia-se com a observação cuidadosa da face. Em seguida de uma série de exames de imagem (fotografias, slydes, radiografias e tomografias) complementam o exame clínico trazendo dados pertinentes a estrutura óssea, além de documentar o caso para acompanhamentos posteriores.

    Programas de computador analisam as radiografias e auxiliam a observação e medida entre pontos do crânio e da face indicando suas relações, são chamadas: cefalometrias computadorizadas.

                                                                
    Antes da Cirurgia                                                                Depois da Cirurgia


    O que será feito na cirurgia?
    Após determinar como será feito a cirurgia ortognática o Cirurgião dentista e o especialista em Ortognática irão re-posicionar a mandíbula (parte inferior), podendo ir mais para frente (avançar a mandíbula), ou mais para traz (recuar a mandíbula), ou até mesmo ter que re-posicionar o maxila (parte superior) avançando ou encurtando.

    Após o reposicionamento o maxila ou a mandíbula serão fixados através de mini-placas de metal (Titânio) ou materiais bioabsorvíveis.

    Planejamento da Cirurgia
    Cada tipo de deformidade requer um planejamento e um tipo de cirurgia diferente. O ideal é que o Cirurgião e o Ortodontista façam este planejamento juntos, já que na maioria dos casos, a utilização de aparelhos ortodônticos se faz necessária tanto no pré quanto no pós-operatório.

    Com qual idade pode-se fazer essa cirurgia?
    A cirurgia Ortognática pode ser feita a partir dos 15 anos de idade, no momento em que o crescimento dos ossos faciais já está no fim e já definidos. Dai para frente e as únicas mudanças será o posicionamento dos dentes na arcada.

    Existe alguma prevenção?
    Sim. Caso o ortopedista identifique alterações na face maxila ou mandibular por volta dos 5 aos 7 anos, poderá ser aplicado a ortopedia funcional, essa técnica ajudará a corrigir o crescimento facial.

    Neste caso é bom que um Buco-maxilo ou Cirurgião de Ortognática acompanhe o caso. Na maioria dos caso as correções evitam cirurgias no futuro ou reduzem a proporção.

    Onde é feita a Cirurgia ?
    A Cirurgia Ortognática é realizada em ambiente hospitalar, e o período de internação é relativamente curto.
    Qual o prazo de recuperação?
    Normalmente, a recuperação dos pacientes é completamente estabelecida em torno de 4 a 8 semanas, dependendo do caso.

    Plano de saúde cobre este tratamento?
    Nem sempre, porém se o paciente possuir um Plano de Saúde, é possível negociar para que o convênio faça a cobertura das despesas hospitalares necessárias, para execução da cirurgia.

     

    FONTE :STETICLIN

    February 09

    ORIENTANDO O PACIENTE- RADIOGRAFIA PANORÂMICA

    A importância da radiografia panorâmica na Odontologia

    A radiografia panorâmica é um importante exame radiográfico utilizado para o diagnóstico e planejamento terapêutico das doenças dos dentes e dos ossos da face. Atualmente, a maioria dos dentistas solicita esse exame no início e no controle dos tratamentos odontológicos.

    O que é radiografia panorâmica e quais são as suas vantagens?

    O exame ortopantomográfico, mais conhecido como radiografia panorâmica, é um exame útil e bastante prático para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças dos dentes (cáries ou doenças endodônticas) e dos ossos da face. Através desse exame, o dentista pode visualizar todos os dentes de uma só vez, inclusive os que ainda não estão erupcionados. Cáries, fraturas dentais, infecções ou outras doenças dos ossos que sustentam os dentes podem ser visualizadas e, muitas vezes, diagnosticadas.

    Além do diagnóstico das lesões dentais, quais as outras indicações das radiografias panorâmicas?

    Praticamente no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula. Através desse exame, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da articulação temporomandibular (que causam dor na região de ouvido, face, pescoço e cabeça) e sinusite. É comum solicitá-lo também como exame pré-operatório em cirurgias dos dentes e ossos.
    Nas crianças, quando são indicadas as radiografias panorâmicas?

    Em Odontopediatria, esse exame tem amplas indicações, tanto na prevenção como no diagnóstico de distúrbios dentais e faciais.

    ta pode fazer o “pré-natal” dos dentes, examinando-os mesmo antes que eles erupcionem, podendo analisar sua localização, forma, angulação e a presença de dentes extranumerários (dentes que excedem o número normal) ou agenesia (falta do germe dentário) e assim prevenir ou atenuar futuros problemas estéticos e/ou relacionados à articulação. O estudo dos ossos na procura por lesões intra-ósseas, como cistos e tumores, também faz parte de uma boa odontologia preventiva.

    Existe algum perigo quando se realiza a radiografia panorâmica?

    Atualmente, com os modernos aparelhos de raios X, a proteção dos aventais de chumbo e os filmes mais sensíveis, esse método é bastante seguro. Nas mulheres grávidas, optamos por realizá-lo depois do terceiro mês de gestação ou após o parto, dependendo da necessidade do caso e sempre observando as medidas de segurança.

    É um exame caro?

    Não. Se compararmos os benefícios que ele proporciona, veremos que o preço é acessível para a população. Além das clínicas particulares, existem órgãos públicos e faculdades de Odontologia que dispõem de aparelhagem necessária para realizá-lo.

     

    REVISTA - APCD

    December 02

    TUBERCULOSE - MANIFESTAÇÃO ORAL

    As lesões bucais da tuberculose são raras e, quando se manifestam,podem mostrar-se como ulcerações superficiais,irregulares ou profundas persistentes e a aplicação de adrenalina a 1:1000 sobre as bordas da úcera evidencia pontos amarelados denominados de gtânulos de Trelat.

    DSC03896

    Ref. :ESTOMATOLOGIA,ALCYR LIMA DE CASTRO,1995.

    TUBERCULOSE - POR CAMILA XAVIER DE CARVALHO

    Tuberculose

     

    TUBERCULOSE 1

     

    Estima-se que um terço da população mundial esteja infectada com Mycobacterium tuberculosis resultando em dois milhões de mortes anualmente. São registrados mais de oito milhões de casos novos de tuberculose por ano no mundo, sendo que o Brasil é um dos principais países que registram esses casos. Os fatores chave para o controle da tuberculose são: a detecção rápida, terapia adequada e os meios de se evitar futuras transmissões (Santos; 2007).

    Apesar de o agente causador da tuberculose humana ser altamente infectante, sua capacidade em desenvolver doença clínica é relativamente baixa. Estima-se que apenas 10% das pessoas infectadas tornam-se doentes. Os fatores predisponentes ao desenvolvimento da doença não foram totalmente elucidados, mas, de maneira geral, eles são atribuídos a uma relação entre fatores ambientais, características do hospedeiro e da linhagem do M. tuberculosis. Fatores sociais como pobreza, desnutrição, estresse, superpopulação e exposição a micobactérias ambientais influenciam a susceptibilidade à tuberculose, características típicas de nações em desenvolvimento (Collins 1989; Nardell 1989; Baptista, Oelemann et al. 2002). Contudo, existem evidências de que uma predisposição genética multifatorial, além de fatores como idade, estado imunológico do indivíduo, doenças concomitantes e outros fatores de resistência do hospedeiro estejam associados (Hill 1998; Fernando e Britton 2006).

    Adicionalmente, a emergência e disseminação de linhagens de M. tuberculosis multiresistentes a drogas (MDR-TB) também se tornou uma séria ameaça para o controle da tuberculose no novo milênio. A falta de novos agentes terapêuticos para a MDR-TB associado a uma necessidade de desenvolver ferramentas de diagnóstico molecular rápidas e eficientes tem estimulado, nos últimos anos, o delineamento das bases genéticas moleculares da resistência às drogas do M. tuberculosis (Ramaswamy, Dou et al. 2004).

    O tratamento é de seis meses, com um esquema de três drogas (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) e o abandono é um dos fatores que contribuem para o aumento da resistência, isso se dá porque ao segundo mês de tratamento o doente tem uma melhora significativa, ao se sentir bem, como se nunca estivesse doente, abandona o esquema de tratamento. O que ele não imagina é que ainda tem uma carga bacilar pequena que pode reativar a doença com bacilos resistentes.

    Os sintomas da doença são: tosse crônica por mais de 21 dias, febre, suor noturno (que deixa os lençóis molhados), dor no tórax, perda de peso lenta e progressiva e perda de apetite (anorexia).

    Msc Camila Xavier de Carvalho

     

    Camila Xavier de Carvalho CRBio 04 57201/04-D

    Mestre em Medica Tropical - IPTSP - UFG

    Laboratório de Bacteriologia Molecular

    November 30

    ARTIGO :PERIODONTO E LESÕES CERVICAIS NÃO-CARIOSAS.

    Periodonto e lesões cervicais não-cariosas: uma abordagem multidisciplinar

    Periodontum and the noncarious cervical lesions: a multidisciplinary approach
    • Mauro Pedrine Santamaria
    Doutorando em Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
    • Fabrícia Ferreira Suaid
    Doutoranda em Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
    • Francisco Humberto Nociti Júnior
    Livre Docente; Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
    • Marcio Zaffalon Casati
    Livre Docente; Professor da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade
    Estadual de Campinas.
    • Antônio Wilson Sallum
    Livre Docente; Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
    • Enilson Antônio Sallum
    Livre Docente; Professor Titular da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
    RESUMO: Embora pouco exploradas na literatura, as lesões cervicais não-cariosas têm uma relação muito próxima com o periodonto. Essas lesões podem influenciar negativamente o periodonto, exigindo um olhar crítico do clínico sobre as possíveis modificações na terapia. O objetivo desse trabalho é avaliar as informações disponíveis na literatura sobre a relação entre lesões cervicais não-cariosas e o periodonto, verificar os pontos mais importantes dessa relação e descrever uma técnica de recobrimento radicular associado à restauração de uma lesão cervical não-cariosa.

    DESCRITORES
    : Periodontia, Recessão gengival, Dentística restauradora, Estética.
    ABSTRACT: The noncarious cervical lesions may be related to the periodontum. These lesions can negatively affect the periodontum, requiring a critical view by the clinicians about the modifications of the therapy. The aim of this study was to evaluatethe available information on the literature about the relationship between noncarious cervical lesions and the periodontum. The root coverage technique associated with a noncarious cervical lesion restoration is presented and discussed.
    DESCRIPTORS: Periodontics, Gingival recession, Dental restoration permanent, Esthetics.
    INTRODUÇÃO
    As lesões cervicais não-cariosas são definidas como a perda de estrutura dental na região cervical do elemento dental por processos outros que não o da cárie dental10. Esses outros processos podem ser: a abrasão definida como a perda de substância e estrutura dental devido a processo mecânico anormal como, por exemplo, a escovação traumática20; a erosão que é a dissolução química da estrutura dental por ácidos não relacionados à cárie10; e a abfração definida como perda de estrutura dental decorrente da flexão dental na região cervical causada por sobrecarga oclusal e forças oclusais excêntricas6.
    Essas lesões são pouco consideradas na literatura periodontal. Isso se deve ao fato de não haver uma relação direta entre essas lesões e a doença periodontal14. Entretanto, se levarmos em consideração a sua etiologia, localização, possíveis conseqüências e a terapêutica empregada, deveríamos olhar com mais atenção para a presença dessas lesões sob o ponto de vista periodontal.
    Um dos fatores etiológicos das lesões cervicais nãocariosas é a escovação realizada de forma traumática1,13. Como já demonstrado11,19, a recessão gengival também está presente em pessoas com alto padrão de higiene dental, indicando o papel da escovação traumática na etiologia da recessão gengival. Portanto, a presença de uma lesão cervical não-cariosa pode ser vista como um sinal de que o paciente executa uma escovação traumática, havendo assim a necessidade da instrução de um hábito adequado de higienização visando prevenir a evolução da recessão gengival e as suas possíveis conseqüências. Além disso, a recessão gengival parece facilitar o aparecimento das lesões cervicais nãocariosas20. A falta da cobertura do tecido gengival na superfície radicular deixa exposta uma superfície de cemento ou dentina, menos resistente que o esmalte dental, deixando a região cervical exposta aos efeitos deletérios da escovação traumática.
    A presença de uma lesão cervical não-cariosa também poderia, indicar a presença de sobrecarga oclusal6,9,14,17, o que deveria chamar a atenção para os efeitos da oclusão traumatogênica sobre os tecidos periodontais7,15. Os resultados de vários estudos mostraram haver mais reabsorção óssea quando a doença periodontal e a oclusão traumatogênica estavam atuando juntas5,8,16. Além disso, foi demonstrado que dentes que sofrem ajuste oclusal concomitante ao tratamento periodontal têm maior ganho de inserção clínica e uma maior diminuição da mobilidade do que dentes que não recebem o ajuste oclusal8.
    As lesões cervicais não-cariosas freqüentemente são mais sensíveis aos estímulos físicos e químicos gerando um desconforto para o paciente18. Essa sensibilidade é gerada pela exposição dos túbulos dentinários e pela proximidade da lesão com o tecido pulpar. O desconforto também é sentido no ato da escovação. Se não tratado, esse desconforto pode desestimular o paciente a praticar a higiene oral. Foi observado que 12,7% das lesões cervicais não-cariosas apresentavam acúmulo de placa e cálculo. Esses dois aspectos são importantes, visto que acúmulo de placa pode iniciar patologias periodontais14.
    A escolha do tratamento apropriado para essas lesões vai se basear nas características apresentadas pelas mesmas, como tamanho e sua relação com a margem gengival. Foi observado que 37,0% da margem apical dessas lesões ficavam ao nível da margem gengival, 32,5% em uma condição subgengival e 30,5% supragengival14. Essa condição subgengival pode dificultar o tratamento restaurador com materiais adesivos como resina composta e ionômero de vidro. Por outro lado, a profundidade da lesão pode contra-indicar a terapia mucogengival. Uma lesão excessivamente profunda pode dificultar a adaptação do tecido mole sobre a superfície radicular caso a cirurgia para posicionamento coronário do retalho seja a opção para o recobrimento radicular20. Essa relação com o tecido gengival vai ser importante para o planejamento terapêutico. Além disso, a possível presença da recessão gengival gera a necessidade de um planejamento restaurador periodontal integrado. Portanto, esse trabalho tem o objetivo de ilustrar com casos clínicos a abordagem multidisciplinar para o tratamento dessas lesões.
    RELATO DE CASOS CLÍNICOS
    Caso 1

    Uma lesão cervical não-cariosa associada a uma recessão gengival no elemento 23 (Figuras 1 e 2). Após terapia periodontal, o elemento foi incluído em um planejamento integrado de periodontia e dentística restauradora. Após anestesia, com uma lâmina de bisturi 15c Prudent, incisões horizontais nas bases das papilas adjacentes à recessão que se uniam a duas incisões relaxantes estendidas apicalmente à linha mucogengival e uma incisão intrasulcular foram realizadas para obtenção de um retalho de forma trapezoidal. O retalho foi então elevado com espessura total na porção mais cervical e parcial na parte apical e a lesão cervical foi totalmente exposta (Figura 3). Após elevação de retalho, o elemento foi isolado para o procedimento restaurador com ionômero de vidro modificado por resina Vitremer 3M-ESPE, segundo as instruções do fabricante. A restauração foi realizada de tal forma que toda a extensão do defeito provocado pela lesão cervical não-cariosa fosse restaurado (Figuras 4 a 7). A restauração de toda a extensão da lesão cervical não cariosa facilita a adaptação do retalho sobre a superfície dentária. Após a remoção do isolamento absoluto (Figura 8), o retalho foi posicionado coronariamente e suturado com uma sutura suspensória e suturas simples nas relaxantes feitas com fio reabsorvível Vicryl 5.0 Ethicon (Figura 9). Após seis meses, o elemento apresentava saúde periodontal e resolução tanto da recessão gengival quanto da lesão cervical não-cariosa (Figura 10).




    DISCUSSÃO
    Antes do início da terapia restauradora e de tecido mole, todas as formas de tratamento preventivo contra o aparecimento das lesões cervicais não-cariosas e da recessão gengival devem ser introduzidas. Isso inclui a utilização de escovas dentais macias, dentifrícios menos abrasivos, uma técnica de escovação atraumática e ajuste oclusal10.
    Diversos relatos12,18,20 têm mostrado técnicas restauradoras das lesões cervicais não-cariosas. Porém, grande parte desses relatos apresenta técnicas restauradoras que se preocupam em reparar a lesão no órgão dental, mas sempre com algum custo para os tecidos periodontais. Em uma publicação recente12, para evitar um eventual procedimento cirúrgico periodontal para o tratamento de uma lesão cervical não-cariosa com margem apical subgengival, foi utilizada uma matriz semi-rígida que foi colocada subgengivalmente. Nessa matriz havia um orifício, onde o material restaurador, no caso um ionômero de vidro, foi injetado para o preenchimento da lesão. Nessas condições, vários questionamentos poderiam ser feitos: como a margem da lesão estava em uma condição subgengival, será que o condicionamento ácido requerido para o procedimento restaurador com esse material não foi contaminado pelo fluído sulcular? Será que o material restaurador ficou bem adaptado na parte mais apical da lesão? Com a presença da saliva e do fluído sulcular, será que o gloss, um agente protetor do ionômero contra a sinérese e embebição, realmente chegou à parte mais apical da lesão? Caso não haja boa adaptação do material na região apical, então haverá a quebra da continuidade do material restaurador com o elemento dental, podendo haver o acúmulo de placa e por conseqüência comprometimento da saúde dos tecidos periodontais. O mesmo fato pode acontecer caso haja uma falha no processo adesivo devido à contaminação que leve a falha da restauração e formação de um gap entre o material restaurador e a parede dental. Os mesmos autores não mostraram se os tecidos periodontais se mantiveram sadios após o procedimento restaurador. Em outro artigo2, uma gengivectomia foi feita para que fosse possível a realização do isolamento absoluto com dique de borracha. Isso pode gerar a perda do contorno normal da gengiva e a perda do zênite gengival normal, o que acarreta no comprometendo da estética.
    A escolha pelo ionômero de vidro modificado por resina como material restaurador foi feita baseada na literatura científica. Em dois trabalhos clínicos3-4 foi demonstrado haver saúde periodontal após realização de restaurações transgengivais com ionômero de vidro modificado por resina em dentes considerados “irrestauráveis”. Com esses trabalhos, o autor sugere novas possibilidades para o tratamento integrado entre a Periodontia e a Dentística Restauradora no caso de restaurações transgengivais e para o tratamento das lesões cervicais não-cariosas. Porém, trabalhos clínicos controlados são necessários para se avaliar a previsibilidade dos procedimentos de recobrimento radicular em raízes restauradas e qual o melhor material a ser utilizados. Um trabalho clínico controlado randomizado está sendo realizado pela nossa equipe para verificar esta hipótese.
    É importante ressaltar que as restaurações realizadas durante o procedimento cirúrgico são sempre feitas com isolamento absoluto. O isolamento é feito com dique de borracha, arco metálico e grampos previamente autoclavados. O isolamento absoluto é necessário para que não haja contaminação do local a ser restaurado com saliva ou sangue e evitar que os componentes do material restaurador entrem em contato direto com os tecidos periodontais.
    CONCLUSÃO
    As lesões cervicais não-cariosas, pela sua etiologia, por suas características e pelas complicações, têm relação próxima com a recessão gengival e com os tecidos periodontais. Apesar de ainda não haver trabalhos clínicos controlados sobre o tratamento integrado dessas lesões, os casos apresentados sugerem que isso pode ser possível.
    Endereço para correspondência:
    Mauro Pedrine Santamaría

    Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Disciplina de Periodontia
    Avenida Limeira, 901
    13414-901 - Piracicaba - SP
    Tel.: (19) 3412-5301
    maurosantamaria@gmail.com

    REFERÊNCIAS
    1. Bader JD, McClure F, Scurria MS, Shugars DA, Heymann HO. Case-control study of non-carious cervical lesions. Community Dent Oral Epidemiol 1996;24(4):286-91.

    2. Chan DCN, Adkins J. Technique on restoring sub-gingival cervical lesion. Oper Dent 2004;29(3):350-3

    3. Dragoo MR. Resin-ionomer and hybridionomer cements: Part I. Comparison of three materials for the treatment of subgingival root lesions. Int J Periodontics Restorative Dent 1996;16(6):594-601.

    4. Dragoo MR. Resin-ionomer and hybridionomer cements: part II, human clinical and histologic wound healing responses in specific periodontal lesions. Int J Periodontics Restorative Dent 1997;17(1):75-87.

    5. Ericsson I, Lindhe J. Effect of longstanding jiggling on experimental marginal periodontitis in the beagle dog. J Clin Periodontol 1982;9(6):497-503.

    6. Grippo JO. Abfractions: a new classification of hard tissue lesions of teeth. J Esthet Dent 1991;3(1):14-9.

    7. Hallmon WW, Harrel SK, Occlusal analysis, diagnosis and management inthe practice of periodontcs. Periodontol 2000 2004;34:151-64.

    8. Harrel SK, Nunn ME. The effect of occlusal discrepancies on periodontitis. II. Relationship of occlusal treatment to the progression of periodontal disease. J Periodontol 2001;72(4):495-505.

    9. Lee WC, Eakle WS. Possible role of tensile stress in the etiology of cervical erosive lesions of teeth. J Prosthet Dent 1984;52(3):374-80.

    10. Litonjua LA, Andreana S, Bush PJ, Tobias TS, Cohen RE. Noncarious cervical lesions and abfractions: a re-evaluation. J Am Dent Assoc 2003;134(7):845-50.

    11. Loe H, Anerud A, Boysen H. The natural history of periodontal disease in man: prevalence, severity, and extent of gingival recession. J Periodontol 1992;63(6):489-95.

    12. Matis BA, Cochran MA. Technique on restoring cervical lesions. Oper Dent 2002;27(5):525-7.

    13. McCoy G. The etiology of gingival erosion. J Oral Implantol 1982;10(3):361-2.

    14. Miller N, Penaud J, Ambrosini P, Bisson-Boutelliez C, Briancon S. Analysis of etiologic factors and periodontal conditions involved with 309 abfractions. J Clin Periodontol 2003;30(9):828-32.

    15. Page RC, Sturdivant EC. Noninflammatory destructive periodontal disease (NDPD). Periodontol 2000 2002;30:24-39.

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    19. Serino G, Wennstrom JL, Lindhe J, Eneroth L. The prevalence and distribution of gingival recession in subjects with a high standard of oral hygiene. J Clin Periodontol 1994;21(1):57-63.

    20. Toffenetti F, Vanini L, Tammaro S. Gingival recessions and noncarious cervical lesions: a soft and hard tissue challenge. J Esthet Dent 1998;10(4):208-20.

    ORIENTANDO O PACIENTE:O USO RACIONAL DE CREME DENTAL NA INFÂNCIA

    O uso racional de creme dental na infância

    Como devo realizar a higiene bucal do meu filho?

    O modo de higienização bucal dependerá da idade do seu filho. No recém-nascido, a limpeza deve ser realizada com uma gaze ou fralda embebida de água filtrada, a fim de remover os resíduos do leite. Com o surgimento dos primeiros dentes, deve-se utilizar uma escova dental infantil sem creme dental ou pasta dental sem flúor.

    Qual o creme dental que se deve usar?

    A pasta de dente com flúor (vide na embalagem do produto) só poderá ser utilizada quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso, ou seja, por volta dos três ou quatro anos de idade. Antes disso, só a pasta sem flúor.

    Qual a quantidade de pasta que deve ser colocada na escova?

    Embora, hoje, na mídia, a publicidade dos cremes dentais orientem, erroneamente, o modo de colocação da pasta no sentido logitudinal (escova amarela), o ideal é o uso da técnica transversal, ou seja, a quantidade de um grão de ervilha (escova rosa). Além disso, recomenda-se manter as pastas fora do alcance das crianças e a supervisão dos responsáveis durante a escovação dos filhos, pois as pastas comercializadas, atualmente, contêm sabores atrativos às crianças, estimulando a sua ingestão.

    Qual a ação do flúor nos dentes?

    O flúor é utilizado como agente terapêutico na prevenção da cárie dentária; graças ao seu uso, houve um declínio na prevalência da doença cárie. Porém, com a ingestão de flúor em excesso, vem-se aumentando, significativamente, a fluorose.

    O que é a fluorose? Como ela se manifesta?

    A fluorose dentária é um defeito qualitativo do esmalte dental, devido ao aumento da ingestão de flúor durante a fase de formação dos dentes. Com a ampla distribuição e consumo de flúor, através de várias fontes, como água, sal, sucos, refrigerantes, cereais matinais, salgadinhos, vitaminas e medicamentos com flúor, pasta dental, bochechos e aplicação tópica de flúor, surge também a grande preocupação da alta ingestão de concentração de flúor, durante a formação dos dentes, o que acarreta a fluorose. Esta pode se manifestar desde seu grau mais leve, em linhas ou manchas brancas até um grau mais avançado, em que ocorrem manchas amarronzadas e a perda de porções de esmalte dental.

    Que tipo de flúor o meu filho deve utilizar?

    O cirurgião-dentista analisará criteriosa e individualmente as fontes de ingestão de flúor e o risco da doença cárie, podendo, assim, orientar ao responsável o método mais seguro e racional do flúor para a prevenção da cárie e da fluorose dentária.

    ORIENTAÇÕES SUGERIDAS POR PRISCILLA TORRES TAGAWA - Especialista
    em Odontopediatria; Mestranda do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade
    de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual Paulista.

    Técnica longitudinal (escova amarela). Técnica transversal (escova rosa).

    November 01

    ORIENTANDO O PACIENTE:INSTRUÇÕES PARA O USO DE PRÓTESE REMOVÍVEL.

    Instruções para o paciente que usa prótese removível

    Após uma revisão da literatura, foi elaborado um manual de instruções para os pacientes de prótese removível da Fousp. Ele poderá ser complementado ou modificado para que se encaixe a outras situações, conforme a necessidade. Também poderá ser utilizado com um argumento favorável ao profissional numa eventual situação legal.
    Como colocar e remover a prótese removível?
    Colocar - Primeiro, posicione a prótese corretamente sobre os dentes. Vá apertando de leve com os dedos, nos dois lados, até que ela se encaixe por completo.
    Remover - Remova a prótese com a mesma força que você a colocou, mas no sentido contrário. Para remover a prótese inferior, use os polegares e, para a prótese superior, use os indicadores.

    Como limpar os dentes e a prótese?

    A prótese e os dentes devem ser limpos sempre após as refeições, pois resíduos alimentares ficam retidos nos dentes, na gengiva e na prótese. (Diminua a quantidade de açúcar e doces).
    Dentes - Remova a prótese da boca e passe o fio dental. Em seguida, escove cuidadosamente todos os lados dos dentes com uma escova macia e de cabeça pequena.
    Prótese - Segure a prótese em cima de uma toalha ou pia cheia de água, assim se ela cair, não vai quebrar. Escove a prótese depois de comer, usando outra escova, com sabão neutro ou sabonete. Evite usar pasta de dente. Não esqueça de limpar também a parte interna (que fica em contato com a gengiva) e os grampos (que ficam em contato com os dentes).
    Não ferva a prótese.
    Como mastigar e o que comer com a prótese?
    Enquanto você estiver aprendendo a comer, comece com alimentos macios, em pequenos pedaços e mastigando devagar. Alimentos pegajosos e duros poderão ser introduzidos à medida que você se sentir mais acostumado com a sua prótese.
    Minha prótese vai funcionar como os dentes naturais?
    Toda prótese tem limitações. Desse modo, você poderá não ter a mesma eficiência na mastigação como uma pessoa que tem todos seus dentes naturais. Por isso, cuidado ao comer alimentos duros e pegajosos.
    Terei dificuldade para falar?
    Você pode encontrar alguma dificuldade para falar no começo. Isso vai melhorar com o tempo, quase sem que você perceba. Procure ler em voz alta para se acostumar mais rapidamente.
    Poderei sentir algum desconforto no início?
    Desconforto freqüentemente acontece no início. Caso ele persista, remova a prótese antes que ela provoque um ferimento. Deixe de usar a prótese e faça um bochecho com água morna várias vezes ao dia e no dia marcado para o ajuste, recolocar a prótese algumas horas antes de ser atendido. Se você vier com a prótese antiga ou com a nova fora da boca, será difícil saber com certeza onde a prótese está incomodando.
    Às vezes a produção de saliva pode aumentar, voltando ao normal com o uso.
    Depois de calejar vai melhorar?
    Não. Você não tem que sofrer até formar um calo para acostumar com sua prótese. Se a prótese estiver machucando, não é calejando que vai melhorar. Procure o seu cirurgião-dentista.
    Cuidado - Perigo!!!
    Não usar alicate ou qualquer outra ferramenta para apertar ou afrouxar os grampos ou “ferrinhos”.
    Não usar lixas ou qualquer outra coisa para desgastar onde estiver machucando.
    Não fazer qualquer tentativa de ajuste.
    Não morder objetos, sugar os lábios ou a bochecha por entre a prótese.
    Cuidado com os conselhos de parentes e amigos. Se você tiver algum problema com sua prótese, procure o seu cirurgião-dentista.
    Eu devo usá-la o tempo todo?

    A prótese deve ser removida à noite para dormir, pois a gengiva e os dentes que a suportam, precisam de uma oportunidade de descanso depois de um dia duro de trabalho. Quando não estiver usando sua prótese, guardá-la em um local seco e seguro.
    Quando devo voltar ao cirurgião-dentista?
    O tratamento com sua prótese começa agora. Retornos periódicos são muito importantes para o controle do trabalho realizado e avaliação de sua saúde bucal. Sendo assim, não deixe de ir aos retornos agendados pelo cirurgião-dentista.
    • Roberto Chaib Stegun
    Professor Doutor do Departamento de Prótese da Fousp.
    • Bruno Costa
    Professor Doutor do Departamento de Prótese da Fousp.
    • Alessandra Pucci Mantelli Galhardo
    Aluna do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
    • Álvaro Luis Ichi
    Aluno do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
    • Mara Rejane Barreto Alves Rocha
    Aluna do Programa de Aperfeiçoamento do Departamento de Prótese da Fousp.
    Jan./Fev 2008
    Vol. 62 Nº 1

    ORIENTANDO O PACIENTE: ANESTÉSICOS LOCAIS

    Anestésicos locais

    Os anestésicos locais sem vasoconstritor são mais seguros?
    Não. Todos os sais anestésicos comercialmente disponíveis em tubetes são vasodilatadores nas concentrações e doses usuais na prática odontológica. Portanto, quando administrados isoladamente, os sais anestésicos aumentam o calibre dos vasos e, assim, a velocidade e a extensão de absorção da solução depositada no tecido, reduzindo sua duração de ação e elevando os níveis plasmáticos rapidamente, o que pode aumentar o risco de reações adversas. O curto tempo de anestesia, entre dez a 20 minutos de anestesia pulpar, usualmente é insuficiente para o clínico trabalhar e obriga-o a novas punções ao longo do procedimento, contribuindo ainda mais para aumentar a toxicidade sistêmica1.
    Desta forma, normalmente os sais anestésicos são associados aos vasoconstritores e muito raramente são indicados na forma de solução sem a sua associação. A adição de vasoconstritores a uma solução anestésica traz várias vantagens clínicas, compensando a vasodilatação causada pelo sal, aumentando a duração e a qualidade da anestesia, diminuindo os níveis plasmáticos de anestésico e, conseqüentemente, a probabilidade de ocorrerem efeitos sistêmicos adversos e toxicidade. Os vasoconstritores também reduzem a concentração necessária para anestesia adequada e controlam a hemorragia durante procedimentos cirúrgicos. É válido ressaltar que existem dois grupos distintos de vasoconstritores (aminas simpatomiméticas e felipressina) e que os mesmos apresentam-se em diferentes concentrações; de forma geral quando corretamente escolhidos e em baixas concentrações são seguros para o uso em pacientes com doenças sistêmicas controladas, como hipertensos, diabéticos e cardiopatas, bem como para gestantes e crianças.
    Como calcular a dose máxima segura de anestésico local por sessão?

    Em função da toxicidade sistêmica existem também recomendações quanto à dose máxima a ser administrada ao paciente por sessão de atendimento. Da mesma forma que para o cálculo da dose efetiva e tóxica de medicamentos, a dose máxima de anestésicos também é calculada em função da resposta obtida na maioria da população estudada.
    Assim, quando se relata a dose máxima de um sal anestésico, trata-se da dose segura para a maioria da população não sendo esperados efeitos colaterais nesta situação. Entretanto, um pequeno número de indivíduos pode responder de forma diferente (mais ou menos intensamente).
    No Quadro 1 são descritas as doses máximas relatadas na literatura por diferentes autores. Recomenda-se sempre que as menores doses sejam preferidas, para maior segurança do paciente e tranqüilidade do profissional. Porém, cabe ao cirurgião-dentista a escolha baseada nas características do paciente como peso, idade e condição sistêmica. Doenças hepáticas e renais favorecem maior toxicidade, assim como a desnutrição e o alcoolismo devido à redução de proteínas plasmáticas.
    Também deve ser ressaltada a possibilidade de combinação de diferentes sais anestésicos num mesmo procedimento o que, algumas vezes, é utilizado para resposta terapêutica mais adequada. Nestes casos, quando se associa um anestésico de menor latência (por exemplo, a lidocaína) a um de longa duração (bupivacaína), a dose máxima deve ser calculada em função da somatória dos tubetes, ou seja, a dose total de ambos os anestésicos locais não deve exceder a menor das doses máximas dos sais empregados3.
    As doses máximas são recomendadas em função da toxicidade dos anestésicos sobre o sistema nervoso central (SNC) e em doses maiores sobre o sistema cardiovascular (SCV). Os sinais de superdosagem podem aparecer inicialmente como parestesia da região perioral (independente da técnica utilizada), tremor, fala “arrastada” (como se estivesse alcoolizado), podendo evoluir para a convulsão. Em seguida a essas reações de estimulação (que ocorrem por inibição dos neurônios reguladores), segue uma fase de depressão, podendo ocasionar depressão respiratória. O sistema cardiovascular (SCV) pode ser afetado com vasodilatação periférica e diminuição da excitabilidade elétrica do coração, da velocidade de condução e da força de contração, podendo resultar em parada cardíaca2.

    Endereço para correspondência:

    Juliana Cama Ramacciato

    Departamento de Ciências Fisiológicas
    Rua José Rocha Junqueira, 13 Bairro - Ponte Preta
    13045-310 - Campinas - SP
    jramacciato@fop.unicamp.br
    Tel.: (19) 3211-3600
    REFERÊNCIAS
    1. Bennett CR. Anestesia local e controle da dor na prática dentária. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1989.
    2. Chen AH. Toxicity and allergy to local anesthesia. J Calif Dent Assoc 1998;26(9):683-92.
    3. Malamed SF. Manual de anestesia local. 5a ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2005.
    • Juliana Cama Ramacciato
    Professora Doutora da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica.
    • Rogério Heládio Lopes Motta
    Professor Doutor da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica.
    • Francisco Carlos Groppo
    Professor Titular da Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da FOP - Unicamp.
    • Maria Cristina Volpato
    Professora Titular da Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da FOP - Unicamp.
    • José Ranali
    Professor Titular da Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da FOP - Unicamp.
    Nov./Dez 2007
    Vol. 61 Nº 6

    ORIENTANDO O PACIENTE:HOMEOPATIA - UM NOVO CAMINHO PARA A SAÚDE ORAL

    Homeopatia: um novo caminho para a saúde oral

    Nos últimos vinte anos tem havido um crescimento significativo das chamadas Terapias Complementares, hoje, Práticas Integrativas e Complementares, e destas, a Homeopatia ocupa um lugar de destaque.

    A odontologia, embora ainda não contemplada com o reconhecimento da Homeopatia como especialidade, acompanha essa tendência. Vemos um número cada vez maior de profissionais buscando informações sobre essa modalidade terapêutica e de pacientes que procuram o Cirurgião-Dentista com conhecimentos na área, por já se tratarem com um médico homeopata e por isso, gostariam de, quando necessário, serem medicados nessa linha.
    Esse interesse e confiança no tratamento homeopático se devem também ao fato da comprovada eficácia da Homeopatia em odontologia nas diversas afecções na cavidade oral, além da sua importância do ponto de vista social, devido ao seu baixo custo.
    Assim, selecionamos algumas perguntas que normalmente nos são feitas e que, acreditamos, serão úteis, àqueles que queiram aprofundar seus conhecimentos na área.
    1. O que é Homeopatia?

    A Homeopatia é uma terapêutica que se desenvolveu através da história, desde Hipócrates até Hahnemann, médico alemão que a propôs, no final do século XVIII.
    É um sistema científico-filosófico bem determinado, com metodologia de pesquisa própria, apoiada na experimentação clínica de medicamentos homeopáticos. Tal processo de experimentação é realizado em indivíduos sadios, para depois, através do Princípio da Semelhança, utilizá-los em indivíduos adoecidos. Em outras palavras: existem na Natureza substâncias nos reinos Vegetal, Animal e Mineral, que podem provocar no indivíduo sadio sinais e sintomas bastante característicos. Essas substâncias quando preparadas pela farmacotécnica Homeopática, através de diluições e agitações, podem curar sinais e sintomas apresentados no sujeito adoecido.

    2. Qual o princípio de atuação do medicamento homeopático?

    Inúmeras pesquisas têm sido desenvolvidas para explicar a ação do medicamento homeopático, tais como, a teoria da formação de clusters ou envelopes poliméricos de moléculas de água, com especificidade topológica e estabilidade temporal, atuando nos mesmos receptores do organismo, sensíveis à substância matriz ou à possibilidade de transmissão de uma assinatura eletromagnética específica de determinada substância para a água ou outro meio, ao qual o ser vivo é sensível ou ainda, explicações baseadas na física quântica.
    3. Qual a diferença entre Homeopatia e Fitoterapia?
    A Fitoterapia utiliza exclusivamente princípios ativos de plantas medicinais em dose ponderal. A Homeopatia, além dos princípios ativos de origem vegetal, utiliza outros de origem mineral e animal, sendo todos submetidos a uma técnica de preparo própria como foi explicado anteriormente. Assim, os bochechos com folhas de malva ou a aplicação tópica de própolis, não são práticas da Homeopatia.
    4. Podemos aplicar Homeopatia na Odontologia?
    Existem inúmeras situações em que o medicamento homeopático pode ser prescrito, auxiliando nas diversas especialidades odontológicas. Em Estomatologia, por exemplo, no controle e diminuição das afecções de aftas recorrentes em Periodontia, colaborando com os procedimentos no tratamento da doença periodontal no pré e pós-operatório de procedimentos cirúrgicos, além de possibilitar o controle da ansiedade e medo do tratamento odontológico. A Homeopatia tem por objetivo promover a saúde do indivíduo no que se refere à prevenção de doenças e à percepção que o indivíduo possui de si mesmo e do meio em que está inserido, pois, ao passar pela anamnese homeopática, percebe a importância de se observar, de se conhecer, para que possa transmitir isso ao profissional, que busca compreendê-lo, para eleger o medicamento homeopático que irá resgatar seu equilíbrio, dentro do conceito saúde-doença.
    5. A Homeopatia é lenta? Seu efeito demora?
    Existe uma certa confusão neste aspecto. Nas doenças agudas, a ação do remédio será rápida, muitas vezes surpreendentemente rápida. Nas doenças crônicas, nenhum tratamento é rápido e o mesmo acontece na Homeopatia. O paciente crônico chega com uma série de alterações devido a intervenções anteriores além de obstáculos à cura que existem, por exemplo, nas doenças iatrogênicas. O tratamento, entendido como um reequilíbrio geral do paciente, pode às vezes ser mais demorado, pois respeita os processos naturais, mas plenamente justificável pela proposta de cura definitiva do caso, sem manifestações tóxicas ou efeitos indesejáveis.
    • Hélio Sampaio Filho
    Cirurgião-Dentista – Periodontista Diretor do Departamento de Homeopatia da APCD – COCI Chefe da Policlínica do Centro Odontológico da Policia Militar São Paulo Presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas Homeopatas ABCDH – Nacional
    • Jussara Santos Jorge-Giorgi
    Cirurgiã-Dentista – Odontopediatra – Estomatologista
    Mestre em Homeopatia pela FACIS IBEHE
    Presidente da ABCDH – São Paulo
    Mar /Abr 2008
    Vol. 62 Nº 2

    ARTIGO: ATUALIDADES - REABSORÇÃO RADICULAR CERVICAL

    Atualidades - Reabsorção radicular cervical

    A reabsorção radicular cervical é uma reabsorção progressiva da raiz, originária de um processo inflamatório ocorrido usualmente abaixo da inserção epitelial, mas não apenas na área cervical. Essa reação ocorre tardiamente após um trauma, e sua patogenia não é completamente entendida.

    O termo "reabsorção radicular cervical" implica a ocorrência da reabsorção na área cervical do dente. Entretanto, a inserção periodontal não está sempre na margem cervical; isso faz com que o mesmo processo, às vezes, ocorra mais apicalmente na superfície da raiz. O sentido anatômico desse nome tem causado confusão e erro de diagnóstico dessa condição.

    Etiologia

    A reabsorção radicular cervical, na sua aparência histológica, é de natureza progressiva e idêntica a outras formas de reabsorção radicular inflamatória progressiva. Parece lógico, portanto, que a patogenia seja a mesma. A falta de proteção ou uma alteração na superfície da raiz tornaria o tecido radicular suscetível à reabsorção por células clásticas durante uma resposta inflamatória mantida pela infecção. A reabsorção radicular cervical pode ocorrer tardiamente após movimento ortodôntico, cirurgia ortognática, tratamento periodontal, clareamento não vital ou trauma. Já o clareamento vital freqüentemente resulta em hipersensibilidade ao frio Å a abertura de túbulos dentinários pode explicar essa sensibilidade, de acordo com a teoria de Brännström Å, indicando a ocorrência de algum danoa inserção como resultado desse clareamento. Esse possível dano poderia explicar os sinais de reabsorção radicular tardia.

    A polpa não interfere na reabsorção cervical e está normal na maioria dos casos. A origem da estimulação (infecção) não é pulpar; postula-se que é a bactéria no sulco do dente que estimula e sustenta uma resposta inflamatória no periodonto de inserção no nível da raiz. É possível que o processo inflamatório não cause dano à superfície da raiz inicialmente, mas somente após alguns anos; com a erupção do dente ou a recessão periodontal, os fatores quimiotáticos da inflamação são ativados e atraem células de reabsorção para a superfície da raiz. Entretanto, se a estimulação (infecção) não estivesse presente imediatamente após o trauma da superfície da raiz, o processo de reparação sobressairia e a superfície da raiz por muito tempo não seria suscetível à reabsorção.

    Martin Trope, em sua revisão bibliográfica, ressalta no artigo "Cervical root resorption", publicado no J Am Dent Assoc, v.128, Apr. 1997, uma teoria alternativa em que os procedimentos mencionados anteriormente alteram a proporção dos cementos orgânico e inorgânico, tornando a superfície radicular relativamente mais inorgânica e menos resistente à reabsorção quando provocada pela inflamação. Também tem sido especulado que, para o sistema imune, a superfície da raiz alterada seria um tecido diferente, a ser atacada como se fosse um corpo estranho.

    Manifestações clínicas

    A reabsorção cervical é assintomática e normalmente é detectada apenas através de exame radiográfico de rotina. Como foi mencionado, a polpa não está envolvida nesse tipo de reabsorção, e os testes de sensibilidade estariam dentro dos limites normais. Ocasionalmente, se a polpa estiver exposta pelo extenso defeito causado pela reabsorção, uma sensibilidade anormal aos estímulos térmicos pode ser experimentada; entretanto, não é esperada dor sob percussão e palpação.

    A reabsorção inicia-se na superfície da raiz, mas, quando a pré-dentina é alcançada, o processo de reabsorção sofre resistência, e a reabsorção prossegue lateralmente e em direção apical e coronária, envolvendo o canal radicular. Quando a reabsorção vem-se manifestando por algum tempo, um tecido de granulação pode ser visto minando o esmalte, dando-lhe uma aparência rosada.

    A mancha rósea tradicionalmente tem sido usada para descrever o sinal clínico patognomônico de reabsorção interna; assim, muitos casos de reabsorção cervical têm sido erroneamente diagnosticados e tratados como reabsorção interna.

    Da mesma forma, o caso do tipo de reabsorção inflamatória em que a raiz e o osso adjacente são reabsorvidos Å e nesse tipo de reabsorção, a perda óssea está abaixo da inserção epitelial Å, também é erroneamente diagnosticado como defeito infra-ósseo de origem periodontal. Entretanto, quando a bolsa é sondada, um sangramento abundante e um aspecto esponjoso são observados quando o tecido de granulação do defeito é alterado.

    Aparência radiográfica

    Pode ser bastante variável. Se o processo de reabsorção ocorrer mesial ou distalmente sobre a superfície da raiz, é comum se ver uma pequena radiolucidez abrindo para dentro da raiz. A radiolucidez expande coronariamente e apicalmente na dentina e alcança o canal, mas usualmente não ocorre perfuração. Se o processo de reabsorção é vestibular ou palatino-lingual, a imagem radiográfica vai depender da extensão do processo de reabsorção na dentina. Inicialmente, uma radiolucidez perto do nível de inserção (margem cervical) pode ser vista; entretanto, se o processo se desenvolve há muito tempo, a área radiolúcida pode-se estender nas direções apical e coronária de uma forma considerável. O sítio de reabsorção pode ter uma aparência manchada, devido à deposição, dentro da lesão, de tecido de reparação calcificado. O canal radicular não está envolvido nesse tipo de reabsorção; habitualmente, é possível distinguir claramente o contorno do canal através da radiolucidez do defeito causado pela reabsorção externa.

    Aparência histológica

    A aparência histológica da reabsorção cervical é similar a outros tipos de reabsorção radicular inflamatória, isto é, apresenta inflamação crônica e células multinucleadas de reabsorção. Também é muito comum verificar a evidência histológica da tentativa de reparação por um tecido similar ao tecido ósseo e ao cemento. A união de osso com dentina algumas vezes pode ser observada substituindo a reabsorção.

    Trope (1997) conclui que a reabsorção inflamatória radicular externa, cuja etiologia não é completamente entendida, necessita de um acurado diagnóstico; esse tipo de lesão pode ser facilmente mal diagnosticado e tratado erroneamente. (José Antônio Souza Pinto - Especialista em Periodontia)n

    Aplicação clínica de proteínas derivadas da matriz do esmalte na regeneração periodontal

    Aregeneração dos tecidos periodontais, isto é, cemento e ligamento periodontal, destruídos pelo processo inflamatório das periodontites é um dos objetivos principais do tratamento periodontal. O mais novo lançamento em Periodontia no mercado norte-americano na área de regeneração periodontal é a aplicação do produto denominado EMDOGAIN® (Enamel Matrix Derivative Organ + GAIN). Esse produto foi aprovado na Europa em 1995 e pela FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos da América em 1996.

    EMDOGAIN® é uma proteína do esmalte que induz a formação dos tecidos periodontais ao redor das superfícies radiculares. Estudos científicos demonstraram a importância e o papel da proteína do esmalte tanto na formação do cemento acelular, como também na regeneração desse cemento radicular1,2,4. EMDOGAIN® foi clinicamente testado entre 1989 e 1991, e a mais recente publicação3 mostrou os benefícios do uso de EMDOGAIN® em 33pacientes com 34pares distintos de defeitos periodontais intra-ósseos. Esses pacientes demonstraram um ganho de 2,1mm a 2,3mm no nível de inserção clínico e de 0,9mm a 2,6mm no nível ósseo quando avaliados radiograficamente por um período de 8 a 36meses. Esses resultados radiográficos demonstraram um ganho ósseo de 2,2mm quando comparado com os lados cirúrgicos que não receberam o tratamento com o EMDOGAIN®. Não existiu nenhum caso ou indicação de que o EMDOGAIN® pudesse causar alguma reação adversa a qualquer um dos pacientes tratados.

    O propósito deste artigo é apresentar esse novo produto e a técnica de aplicação do EMDOGAIN® em pacientes com defeitos intra-ósseos periodontais.

    Característica do EMDOGAIN®

    A matriz derivada do esmalte tem proteínas da família amelogenina, a qual é hidrofóbica. Essas proteínas agregam-se e tornam-se praticamente insolúveis num pH fisiológico e na temperatura do corpo humano. Essa solubilidade aumenta em meios ácidos, básicos ou de baixa temperatura. Dessa forma, o EMDOGAIN®, na forma líquida, tem um pH não neutro e permite uma precipitação gradual quando as condições fisiológicas são restabelecidas. Um alginato de propilenoglicol (PGA) é o veículo para a aplicação do EMDOGAIN®.

    Aplicação clínica do EMDOGAIN®

    EMDOGAIN® é distribuído pela companhia BIORA e vem em dois frascos esterilizados. Um contém 30mg da matriz derivada do esmalte em forma de pó congelado e liofilizado (tampa verde). Um segundo frasco contém 1ml da solução do veículo para aplicação (tampa prata) (Figura 2). Usando agulhas descartáveis 1,25 x 50mm em seringas "Luer lock", o veículo é aspirado e colocado dentro do frasco com a proteína derivada de esmalte. Esse procedimento deve ser realizado pelo menos 20minutos antes do uso desse material no local cirúrgico. O procedimento cirúrgico é normalmente realizado com incisões sulculares com um retalho mucoperiósteo, para acesso às superfícies radiculares nos lados vestibulares e palatino do defeito periodontal (Figura 1). As incisões devem preservar o máximo possível do tecido conjuntivo gengival. A manutenção da viabilidade das células periodontais é feita com contínua irrigação de solução salina. O tecido de granulação é removido da lesão periodontal e do defeito ósseo, para melhor acesso e visualização. Raspagem dental e alisamento radicular são então iniciados até que uma superfície radicular lisa e livre de placa e cálculo dental seja obtida. A remoção da "smear layer" é feita com aplicação de ácido cítrico ou fosfórico por 15segundos sobre a superfície radicular. Esse ácido é então removido por uma irrigação da área com solução salina e contínua aspiração, evitando-se a contaminação da superfície radicular com saliva ou sangramento após o tratamento com o ácido. Imediatamente, aplica-se o gel do EMDOGAIN® na superfície radicular, iniciando-se a aplicação na área mais profunda do defeito ósseo (Figura 3). É essencial que o total fechamento do retalho gengival na área seja obtido com a sutura do retalho periodontal (Figura4). Usa-se o cimento cirúrgico de acordo com o protocolo cirúrgico de cada profissional.

    Ao término da cirurgia, os cuidados pós-operatórios são os normais após uma cirurgia periodontal. Contudo, os pacientes devem ser instruídos para uso de lavagem bucal com solução 0,1% - 0,2% de clorexidine duas a três vezes ao dia durante 3 a 6semanas após a cirurgia e para evitar o controle mecânico da placa dental na área do retalho periodontal, o que só deve ser restabelecido 6semanas após a cirurgia. Visitas semanais e controle da placa dental semanal pelo profissional devem ocorrer durante essas 6semanas após a cirurgia. Indicam-se outros medicamentos e os cuidados pós-operatórios de acordo com o protocolo de cada cirurgião. Seis semanas após a cirurgia, os pacientes devem receber instruções de controle de placa dental com medidas e instrumentos apropriados para cada área.

    A técnica para aplicação do EMDOGAIN® é bastante simples e não altera nem aumenta o tempo da cirurgia periodontalem demasia. EMDOGAIN® continua sendo estudado por várias universidades americanas, onde os defeitos e benefícios longitudinais em defeitos intra-ósseos e nos envolvimentos de furca estão sendo avaliados. (Eros Santos Chaves - Professor Associado e Diretor de Pesquisas Clínicas do Departamento de Periodontia da Universidade de Pittsburgh, Pennsylvania, EUA)n

    1.HAMMARSTROM, L. Enamel matrix, cementum development and regeneration. J Clin Periodontol, v.24, p.658-668, 1997.
    2.HAMMARSTROM, L. et al. Periodontal regeneration in a buccal dehiscence model in monkeys after application of enamel matrix proteins. J Clin Periodontol, v.24, p.669-677, 1997.
    3.HEIJL, L. et al. Enamel matrix derivative (EMDOGAIN®) in treatment of intrabony periodontal defects. J Clin Periodontol, v.24, p.705-714, 1997.
    4.LINDSKOG, S.; HAMMARSTROM, L. Formation of intermediate cementum. III: H-proline and H-tryptopham uptake into the epithelial root sheat of Hertwig in vitro. J Craniofac Gen Develop Biol, v.2, p.171-177, 1982.

    Transmissão de doenças orais infecciosas de mãe para filho

    Em artigo escrito, o Dr. H. C. Slavkin, diretor do National Institute of Dental Research, publicado no The Journal of American Dental Association, v.128, June 1997, escreve sobre a transmissibilidade entre mãe e filho.

    É um interessante paradoxo que a mãe possa expor seu filho a doenças infecciosas através do contato íntimo, embora também transmita a ele diversos anticorpos, os quais conferem imunidade contra muitos dos microorganismos que a infectam durante a gravidez.

    Recentemente, pesquisas orientadas têm identificado uma significante associação entre transmissão de microorganismos da cavidade bucal da mãe para o feto durante a gravidez, o nascimento e após o nascimento. Entender essa primeira confrontação é muito importante para que se possa compreender a etiologia e patogenia de muitas infecções orais oportunistas.

    Além do mais, a saúde oral materna pode ser um determinante ou um fator de risco na saúde do feto ou do recém-nascido.

    Recentes estudos feitos na Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, e na Universidade do Alabama, em Birmingham, mostram a ligação entre os microorganismos da cavidade oral e os recém-nascidos de baixo peso. Mães portadoras de doenças periodontais podem ter sete vezes mais possibilidade de dar à luz crianças de baixo peso ou prematuros (menos de 37 semanas de gestação).

    Transmitindo infecção,transferindo imunidade

    O colostro e o leite materno são importantes, pois fornecem ao recém-nascido componentes imunológicos e anticorpos humorais. Alguns desses fatores são seletivos e podem afetar a microflora intestinal, proporcionando o desenvolvimento de bactérias necessárias e a inibição de outras indesejáveis através da atividade biológica da lisosima, lactoferrina e interferon e dos leucócitos.

    O autor nos informa qual a especificidade das imunoglobulinas, além dos fatores antibacterianos, antivirais e antiinflamatórios existentes no colostro e no leite materno e seus efeitos específicos.

    Na cavidade oral há mais microorganismos que pessoas no mundo

    Do nascimento à morte, a exposição continuada da cavidade oral a infecções patogênicas oportunistas está em equilíbrio com a imunidade do hospedeiro.

    Epidemiologistas publicaram muitos estudos mostrando a transmissão de microorganismos entre famílias e comunidades.

    Pesquisas bem documentadas envolvendo a cavidade oral descrevem a transmissão de microorganismos associados à etiologia da cárie dental, das doenças periodontais e, mais recentemente, da transmissão da AIDS de mãe para filho.
    Estudos mostram que uma área de interesse atual nas pesquisas envolve a prevenção na transmissão materna de doenças infecciosas durante a assim chamada "janela de infectividade".

    Uma questão importante a ser considerada é a seguinte: se as mulheres portadoras de colônias virulentas de Streptococcus mutans em sua cavidade oral forem rigorosamente tratadas durante o período crítico da suscetibilidade de seus filhos, podem as crianças evitar o contágio dos microorganismos de suas mães?

    O desenvolvimento de vacinas tem sido discutido e pesquisado com interesse, além dos estudos de aproximadamente 60 proteínas salivares com suas propriedades antibacterianas ou, mesmo, de inibição da adesão das bactérias aos dentes.

    Espera-se que, nos próximos 5 a 10anos, pesquisas com suporte científico contribuam para que possamos entender e controlar a transmissão de microorganismos infecciosos através da cavidade oral. (Yara Pierangeli C. Fonseca - Especialista em Odontopediatria).